China acusa al-Qaeda de envolvimento em confrontos de Xinjiang

O governo chinês afirmou nesta quinta-feira ter provas de que os organizadores dos protestos violentos em Urumqi, na província chinesa de Xinjiang, têm envolvimento com a rede al-Qaeda e com outros grupos militantes. Apesar das declarações, o porta-voz do ministério do Exterior, Qin Gang, não apresentou as provas que supostamente confirmariam as acusações.

BBC Brasil |

Segundo Gang, o governo espera que a comunidade internacional auxilie a China a manter a estabilidade social no país.

Em Urumqi, milhares de tropas estão nas ruas para tentar restabelecer a normalidade. Helicópteros despejaram panfletos sobre a cidade, e caminhões com alto-falantes circularam pelas ruas com apelos por calma e culpando extremistas pela onda de violência que já matou pelo menos 156 pessoas.

Punição
De acordo com informações divulgadas pela agência estatal de notícias Xinhua, depois de um encontro entre o presidente, Hu Jintao, e outros líderes chineses, o governo divulgou um comunicado afirmando que a estabilidade em Xinjiang é "a tarefa mais importante e urgente".

"Os organizadores do incidente, planejadores, principais atores e os criminosos violentos devem ser severamente punidos de acordo com a lei."
O chefe do Partido Comunista da China em Urumqi, Li Zhi, afirmou que aqueles considerados culpados de assassinatos cometidos durante os confrontos étnicos na região serão condenados à morte.

A crise fez com que o presidente chinês, Hu Jintao, desistisse de ir à Itália para a reunião dos líderes do G8.

A violência começou no domingo, quando chineses muçulmanos da etnia uigur entraram em choque com a polícia. Os uigur convivem em tensão com os chineses da etnia han.

Muitos uigures são separatistas e reclamam que não estão participando do crescimento econômico chinês, devido à discriminação.

O governo chinês responsabilizou o grupo separatista Congresso Mundial Uigur, liderado pela ativista uigur exilada Rebiya Kadeer, pelos tumultos de domingo.

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