China acredita que ainda há espaço para negociações com Irã

Genebra, 17 mar (EFE).- A China considera que ainda há espaço para negociar com o Irã sobre o polêmico programa nuclear do país e rejeitou a aplicação de mais sanções internacionais contra Teerã.

EFE |

Assim declarou à imprensa o embaixador chinês no Escritório das Nações Unidas em Genebra, He Yafei, que defendeu hoje o diálogo para resolver as divergências.

"Nós vemos uma porta aberta para o compromisso. A via da diplomacia não está fechada", respondeu Yafei ao ser questionado sobre a possibilidade de impor mais sanções ao Irã por descumprir os compromissos com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

"Acreditamos na diplomacia, sanções não nos agradam porque sempre afetam as pessoas mais vulneráveis, as que mais sofrem", acrescentou o embaixador.

No entanto, Yafei deixou claro que a China "não quer um Irã com armas nucleares". Ele lembrou que, como Teerã é membro do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, teria que cumprir seus compromissos e, portanto, "não deveria desenvolver nenhuma capacidade que levará à obtenção de armas nucleares".

O diplomata ressaltou que seu país mantém e continuará mantendo o diálogo bilateral com o Irã para conseguir uma solução de consenso.

Sobre a possibilidade de Teerã ser eleito membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Yafei respondeu que não comenta sobre países candidatos individualmente.

"O Irã é um país-membro da ONU e tem o mesmo direito de qualquer outro a ser eleito. Não podemos 'rotular' um país por determinadas coisas, somos todos iguais".

Nesse sentido, o embaixador lamentou que o Conselho de Direitos Humanos, em sua opinião, "tenha o foco centrado demais nos temas políticos. O organismo deveria ter uma perspectiva mais ampla sobre os direitos humanos". EFE mh/sa

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