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China abate milhares de aves devido a contaminação por melamina

Por Ian Ransom PEQUIM (Reuters) - Agropecuaristas chineses abateram dezenas de milhares de galinhas devido à suspeita de contaminação por melamina, enquanto as autoridades de Xangai começaram a examinar empresas que produzem rações para a piscicultura.

Reuters |

O Escritório de Criações de Animais de Xangai deve rastrear mais de cem fabricantes de ração na cidade, e numa segunda etapa avaliará também os frutos-do-mar comercializados, disse um jornal local nesta sexta-feira.

A melamina é uma substância usada em produtos plásticos, mas empregada fraudulentamente também para burlar testes de qualidade em produtos alimentares.

Pelo menos quatro crianças morreram e dezenas de milhares adoeceram devido ao consumo de leite em pó contaminado, neste ano. O escândalo desde então afeta outros laticínios, doces e chocolates, levando ao recolhimento de produtos alimentícios chineses no mundo inteiro.

Casos de ovos com melamina exportados para Hong Kong e a Coréia do Sul, e encontrados também na cidade chinesa de Hangzhou (sul), despertaram temores sobre a disseminação dessa substância nas rações.

A melamina foi proibida nas rações no ano passado, devido a uma contaminação que matou cães e gatos nos EUA. Desde então, porém, a substância já foi detectada em rações para aves usada em uma grande granja de ovos do norte da China.

Por causa da preocupação dos consumidores, o preço do ovo despencou no mercado local, e atacadistas recusam estoques que não tenham certificados de inspeção de melamina.

Com a queda da demanda em Pequim, as granjas se viram forçadas a abater dezenas de milhares de aves em Baoding nos últimos dias, segundo o Diário da Juventude de Pequim.

Em meio aos escândalos, o Ministério da Saúde ordenou que as autoridades melhorem rapidamente o sistema de segurança alimentar do país.

Jorgen Schlundt, diretor de segurança alimentar da Organização Mundial da Saúde, qualificou na semana passada a vigilância alimentar chinesa como "desconjuntada", e disse que a falta de comunicação entre diferentes órgãos públicos pode ter prolongado a contaminação por melamina.

(Reportagem adicional de Chris Buckley)

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