Chilenos vão às urnas neste domingo para escolher prefeitos e vereadores

Santiago do Chile, 25 out (EFE) - Mais de oito milhões de chilenos irão neste domingo às urnas para escolher 345 prefeitos e 2,15 mil vereadores, em um dia em que as forças políticas consideram um teste para as eleições presidenciais e parlamentares do próximo ano.

EFE |

Embora nenhum dirigente admita abertamente, o resultado obtido neste domingo será fundamental para que os partidos posicionem um de seus membros como eventual candidato presidencial.

A propaganda dos mais de 12 mil candidatos que disputam as Prefeituras e distritos municipais chegou ao fim na última sexta-feira, após uma campanha que não animou e que, para a Igreja Católica chilena, teve muito exibicionismo e "poucas propostas", segundo o bispo Cristián Contreras.

Espera-se que a primeira contagem oficial seja divulgada às 19h30 (20h30, em Brasília) de domingo, e aproximadamente três horas depois deve ser divulgado o resultado final, explicou o subsecretário do Interior, Felipe Harboe.

O total de eleitores é de 8,11 milhões de eleitores, 98,2 mil a mais que no pleito municipal de 2004.

Após convocar, nesta sexta-feira, "toda a cidadania" a votar, a presidente Michelle Bachelet destacou que a campanha eleitoral foi "tranqüila, competitiva e dentro de uma razoável margem de respeito".

Este ano, os chilenos votarão separadamente para prefeitos e vereadores, com os candidatos agrupados em seis listas, duas delas da governante Concertação pela Democracia.

Nas municipais de 2004, a Concertação ganhou com 47,89% dos votos, frente a 37,68% da direitista Aliança pelo Chile e 9,17% do pacto Juntos Podemos, formado pela esquerda extraparlamentar.

Estes resultados deram 203 Prefeituras à Concertação, 104 à direita e 38 a candidaturas independentes e à esquerda extraparlamentar.

No entanto, o atual cenário é diferente, já que a Concertação está desgastada pelas deserções.

Os partidos integrados pela aliança governista ainda não chegaram a um acordo sobre um candidato presidencial para o próximo ano nem sobre o mecanismo para designá-lo, enquanto a direita já tem o empresário Sebastián Piñera como candidato certo.

Todas as análises apontam para uma redução na vantagem da vitória da coalizão governante.

Os dirigentes governistas apostam em se distanciar da direita pelo menos 5 pontos, enquanto os conservadores garantem que superarão 40% e ficarão a dois pontos ou menos da Concertação.

Segundo as pesquisas, a esquerda extraparlamentar manterá sua votação anterior, embora sua aposta seja superar 10%, enquanto os dissidentes da Concertação obterão 4%. EFE ns/fh/db

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