Roma, 27 fev (EFE).- Jogadores chilenos que atuam na Itália expressaram preocupação pela situação de seus familiares após o terremoto que atingiu parte de seu país na madrugada de sábado.

O atacante Mauricio Pinilla, com passagem pelo Vasco e atualmente no Grosseto, da segunda divisão, contou que, das três irmãs que moram na capital, Santiago, conseguiu falar com duas delas. No entanto, ainda falta uma e seu pai.

"Estou muito angustiado pelo meu pai, que no momento do terremoto estava em nossa casa de Concepción, a 100 quilômetros de Santiago, lugar do epicentro do terremoto. Telefono e ninguém atende", contou.

O meio-campo David Pizarro, da Roma, também não consegue falar com seus familiares, de Valparaiso, porque as comunicações estão interrompidas.

Já o meia Luis Jiménez, do Parma, conseguiu falar após muitas tentativas com seus pais e seu filho, que estavam de férias em Concepción.

"Todos estão bem. Mas a situação do país é difícil", afirmou.

O terremoto aconteceu hoje às 3h36 (na hora local e em Brasília) com epicentro na região de Bío-Bío, a 500 quilômetros de Santiago e a 90 quilômetros da capital regional, Concepción.

O Governo chileno confirmou pelo menos 147 mortos na tragédia. O sismo chegou a ser sentido em alguns bairros de São Paulo e teve 8,8 graus de magnitude na escala Richter, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS, em inglês).

O terremoto gerou um tsunami no Oceano Pacífico que chegará ao Havaí pouco depois das 18h (Brasília), como informou a Administração Nacional de Atmosfera e Oceanos (NOAA, na sigla em inglês).

A NOAA emitiu ainda um alerta de tsunami para uma ampla área do Pacífico, incluindo México, Peru, Equador, Nova Zelândia, Austrália, Rússia, Indonésia, Japão e Filipinas, além do Chile. EFE.

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