Chileno simula tortura nazista em protesto contra ofensiva em Gaza

Santiago do Chile, 18 jan (EFE).- O artista chileno Francisco Taipa representou hoje em frente à Embaixada de Israel em Santiago um homem vestido como palestino dentro de um cubo de madeira para simular um ato de tortura, em protesto contra a ofensiva israelense na Faixa de Gaza.

EFE |

Este método de tortura, que segundo Taipa foi utilizado pelo regime nazista na Segunda Guerra Mundial e tem como objetivo trancafiar alguém em um espaço mínimo, sem luz e ventilação para conseguir uma morte lenta, foi apresentado como uma alegoria ao bloqueio israelense a Gaza.

O artista, libertado após dez minutos de confinamento, leu algumas orações, acendeu duas velas, derramou em seu corpo um líquido que simulava sangue e se secou com uma bandeira israelense na qual havia uma suástica nazista impressa.

"Chegamos ao número de 1.100 mortos, e começamos a pensar de maneira diferente quando percebemos que um desses mortos poderia ser nosso pai. É uma grande perda humana", explicou o artista, que assegura que decidiu preparar esta representação para conscientizar a população.

O protesto aconteceu em frente à Embaixada israelense, protegida com fortes medidas de segurança, e reuniu quase 100 pessoas, algumas delas com bandeiras palestinas.

O artista assegurou que sua intenção é reivindicar "a paz para o território palestino", e lamentou que o "Chile há tempos lava as mãos para tudo que pode" e manteve uma "posição nula" em relação a este conflito. EFE rt/mh

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