Chilena é retirada com vida de escombros de hotel no Haiti após 20 horas

SANTIAGO DO CHILE - A jornalista chilena María Isabel Moreno foi tirada com vida dos escombros do hotel Montana, em Porto Príncipe, capital do Haiti, após 20 horas.

Ansa |

"Não se preocupem, não é necessário vir. De tempos em tempos, mando notícias. Não estou ferida", disse ela em uma mensagem de e-mail que enviou à família após ser salva. A mensagem foi publicada pelo jornal La Tercera, de Santiago.

Moreno vive há 30 anos no Haiti, onde na terça-feira um terremoto de sete graus na escala Richter destruiu dezenas de prédios na região de Porto Príncipe. O luxuoso hotel Montana, que fica na parte alta da cidade, mais rica, desabou.

Lá, a jornalista mantinha uma galeria de arte, onde estava no momento da catástrofe. "Não sei como diabos saí da galeria", disse ela, que embora tenha conseguido deixar o lugar, ainda foi atingida por escombros do edifício.

Segundo a Chancelaria chilena, Moreno teria sido salva por funcionários da embaixada do país, que se dirigiram ao hotel em busca de cidadãos dados como desaparecidos -- caso de María Teresa Dowling, esposa do general Ricardo Toro, membro da missão de paz da ONU que atua no Haiti.

"Meu motorista está vivo também. Gosto muito de vocês. Fiquem tranquilos", afirmou a jornalista no e-mail mandado aos parentes, que vivem em Concepción, centro do Chile.

De acordo com sua irmã Laura, María Isabel Moreno, além do Haiti, também já viveu em Honduras e em Porto Rico, sempre acompanhando o marido, funcionário da Organização dos Estados Americanos (OEA). A jornalista está agora junto a outros 70 chilenos na sede da embaixada do país.

Segundo estimativas da Cruz Vermelha, entre 45 mil e 50 mil pessoas podem ter morrido em decorrência do terremoto, o pior em 200 anos a atingir o Haiti.

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