Chile será primeiro país da América do Sul a integrar OCDE

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) confirmou, nesta terça-feira, em Paris, a aprovação do Chile como membro permanente da instituição. Com a adesão, o Chile será o primeiro país da América do Sul a integrar a OCDE, definida como clube dos países ricos e desenvolvidos e que reúne as nações mais industrializadas do mundo.

BBC Brasil |

Segundo autoridades chilenas, a previsão é de que o documento de adesão seja assinado em janeiro, em Santiago. O documento deverá ser ratificado pelo Congresso chileno.

O anúncio da OCDE levou o ministro chileno da Fazenda, Andrés Velasco, a comparar a notícia com a de uma "classificação para a Copa do Mundo", em que participam os melhores times de futebol do planeta.

"Na Copa são 32 clubes e aqui, com o Chile, seremos 31 países na OCDE", afirmou.

Para o ministro chileno, a adesão à OCDE significará que o Chile terá "maior acesso aos mercados internacionais e atrairá mais investimentos, gerando maior emprego" para os chilenos.

Exigências
Velasco disse que o Chile foi convidado pela OCDE em 2007, junto com um grupo de países - Estônia, Israel, Rússia e Eslovênia. O Chile foi o primeiro deste grupo a atender às exigências da OCDE.

O governo chileno atendeu a uma série de requisitos exigidos pelo organismo antes de confirmar a adesão.

A última exigência foi aprovada em outubro pelo Congresso chileno e prevê que o país intercambiará informações sobre situação tributária com os outros integrantes da OCDE.

Entre as outras exigências, já aprovadas pelos legisladores chilenos, está a de estabelecer penas para pessoas jurídicas que cometam crimes como lavagem de dinheiro.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, disse que a decisão da OCDE demonstra "a confiança e estabilidade" do país.

"No exterior vão nos ver com melhores olhos, com menor risco país, o que se traduzirá em mais investimento estrangeiro", afirmou Bachelet.

A OCDE incluiu o Brasil, também em 2007, entre os países com os quais buscava maior cooperação. Um status diferente ao que, na ocasião, acenou para o Chile.

As conversas com o Brasil começaram em 2005 e continuam, de acordo com o Itamaraty, mas não necessariamente com o fim de uma adesão ao grupo, como ocorre com o Chile.

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