Santiago do Chile, 26 ago (EFE).- O Chile rejeitou hoje de forma categórica a intromissão do Governo peruano nas relações bilaterais com a Bolívia e se opôs a discuti-las na próxima cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul), marcada para sexta-feira em Bariloche, na Argentina.

"Rejeitamos de maneira categórica a intromissão de um terceiro país nas relações bilaterais do Chile. Isto não é assunto para nenhum organismo multilateral e menos ainda para que haja uma inquisição por parte de terceiros países em relação ao Chile", afirmou o ministro das Relações Exteriores chileno, Mariano Fernández.

O presidente peruano, Alan García, declarou hoje que é importante que os países da América do Sul saibam "o que se negocia" nas conversas reservadas entre Chile e Bolívia e disse que haverá a oportunidade de perguntar aos países sobre isso durante a cúpula da Unasul.

Para o chanceler chileno, este ponto de vista é "surpreendente" porque os interesses do Peru, "francamente, não têm nada a ver" com o assunto.

Perguntado sobre a possibilidade de que o embaixador chileno em Lima, Fabio Vío, que está em Santiago, permaneça mais tempo no país em sinal de protesto, Fernández se limitou a dizer que "essas coisas se resolvem e são comunicadas, não se anunciam".

Vío viajou para Santiago para tratar de assuntos relacionados com a reivindicação que o Peru interpôs no tribunal internacional de Haia para modificar os limites marítimos com o Chile.

Após a reunião entre ambos hoje na Chancelaria, o embaixador pediu para que o Governo peruano atue de forma respeitosa nos assuntos em que existem diferenças.

"Queremos ter uma relação inteligente com o Peru, avançar nas coisas em que podemos avançar e nas coisas que temos diferenças, apenas pedimos respeito", afirmou o diplomata. EFE frf/bba

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