Washington, 25 fev (EFE).- O Chile registrou casos isolados de excesso de poder policial e abuso físico nas prisões, mas destaca que o Governo adotou as medidas necessárias para apurar os casos e punir os que cometeram os abusos, afirmou o Executivo dos Estados Unidos em seu relatório anual sobre direitos humanos no mundo.

Por sua vez, o trabalho destaca a revogação de várias anistias por parte da Suprema Corte chilena, que permitiram continuar com a investigação de casos políticos históricos.

Apesar de existir liberdade de imprensa, os EUA expressam a preocupação de algumas ONG, que lamentam as disposições que permitem ao Governo apresentar acusações contra os jornalistas que criticarem as instituições do Estado, incluindo o presidente, os juízes e o Poder Judiciário.

Os EUA citam o caso da diretora Elena Varela, que foi acusada de associação ilegal para tentar cometer um crime, enquanto rodava um documentário sobre o conflito entre as madeireiras e os indígenas mapuches.

O trabalho menciona também a multa que a jornalista Alejandra Matus precisou pagar pela publicação de um livro que criticava a Justiça chilena, e que acabou sendo censurado.

A violência doméstica contra as mulheres "continua sendo um problema", assim como o abuso infantil.

Entre janeiro e setembro de 2008, houve 53.380 casos de violência familiar, frente aos 46.354 em todo o ano de 2007, e 59 mulheres foram assassinadas por seus companheiros.

No caso de crianças, segundo a primeira pesquisa de violência doméstica e crimes sexuais feita pelo Governo chileno entre 2006-2008, 72% dos menores sofreram algum tipo de violência, incluindo abusos psicológicos.

Embora o trabalho infantil esteja proibido, "é um problema que é registrado na economia informal e no campo", e as autoridades detectaram 268 casos de exploração, que incluem trabalho em minas, abuso sexual e atividades ilegais. EFE elv/db

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