Chile reconhece presidente de Honduras e restitui embaixador

Diplomata havia voltado ao Chile há mais de um ano, depois do golpe de Estado que depôs Manuel Zelaya

Reuters |

O Chile anunciou na noite de sexta-feira que restituirá seu embaixador em Honduras em um gesto de reconhecimento ao governo local liderado por Porfirio Lobo. O chanceler chileno, Alfredo Moreno, disse que ordenou o retorno imediato do embaixador Sergio Verdugo Neira a Tegucigalpa. O diplomata havia voltado ao Chile há mais de um ano, depois do golpe de Estado que depôs Manuel Zelaya.

"O ato de o embaixador voltar a Honduras restabelece as relações diplomáticas no mesmo nível que se encontravam antes e supera esse problema", disse Moreno a jornalistas.

Em um documento, a chancelaria chilena destacou que a Comissão de Alto Nível da Organização dos Estados Americanos (OEA) apresentou um relatório sobre a situação em Honduras, "no qual se constatam avanços significativos no processo de normalização democrática e a defesa dos direitos humanos em Honduras".

"Reconhecemos que as eleições nas quais Porfirio Lobo foi eleito foram eleições livres, conquistou mais de 50 por cento dos votos, muito distante de outros candidatos e nos parece que é o governo que representa Honduras", disse Moreno.

O chanceler destacou que o governo chileno atribui uma especial relevância ao documento da OEA e valoriza particularmente suas recomendações, assim como o compromisso do governo hondurenho de implementá-las.

"Especial menção merece a situação do ex-presidente Manuel Zelaya, que teve anistia geral concedida, a garantia de proteção adequada caso volte a Honduras e reconhecimento de seu direito de participar do Parlamento centro-americano", disse a chancelaria em seu comunicado.

Sobre os processos judiciais não cobertos pela anistia, a chancelaria chilena afirmou que "confiava em uma solução o antes possível, com pleno respeito ao Estado de Direito de Honduras e a satisfação do ex-presidente Zelaya".

Zelaya, que está refugiado na República Dominicana, foi expulso de seu país depois que seus opositores o acusaram de tentar mudar ilegalmente a Constituição para voltar a disputar uma eleição presidencial.

Honduras realizou as eleições presidenciais meses depois do golpe de Estado e neste pleito venceu Porfirio Lobo, quem ofereceu a Zelaya que voltasse ao país.

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