Chile pretende crescer 6% ao ano durante mandato de Piñera

Santiago do Chile, 6 abr (EFE).- O ministro da Fazenda do Chile, Felipe Larraín, afirmou hoje que apesar das dificuldades provocadas pelo terremoto e posterior maremoto do dia 27 de fevereiro, o país crescerá a uma média de 6% ao ano nos quatro anos do mandato de Sebastián Piñera.

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"Apesar das dificuldades, não desistimos dos nossos grandes objetivos", afirmou o ministro durante o seminário "Os temas de 2010: Chile em reconstrução" realizado nesta terça-feira em Santiago.

Em sua fala, batizada de "Chile: Emergência e reconstrução", Larraín disse que "o terremoto poderia desacelerar o crescimento este ano", mas ao mesmo tempo destacou que "o país não perdeu sua solidez macroeconômica".

Entre os objetivos destacados pelo ministro estão crescer 6% em média nos quatro anos do governo Piñera, criar 200 mil empregos no período 2010-2014, aumentar o investimento de 21% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 para 28% do PIB em 2014 e derrotar a pobreza.

Larraín sustentou que os esforços de reconstrução devem trazer um forte impulso à economia, em particular durante o segundo semestre deste ano, e que um possível efeito inflacionário "será de curto prazo".

Em sua exposição, ele reiterou que o terremoto que devastou o país (de 8,8 graus na escala Richter) e posterior maremoto do dia 27 de fevereiro provocaram danos de aproximadamente US$ 30 bilhões.

O ministro destacou que US$ 20,939 bilhões são devido a perda de infraestrutura; US$ 7,606 bilhões por perda de PIB e US$ 1,117 bilhão por outras despesas, como alimentação e retirada de escombros para enfrentar a emergência.

Felipe Larraín lembrou que o Governo avalia um conjunto de medidas para financiar os danos provocados pelo terremoto. Entre elas estão reformulações orçamentárias, a nova lei de Doações, estender as concessões, a venda de ativos precindiveis, impostos, endividamento externo e interno, e o uso do Fundo de Estabilização Econômica e Social (FEES), "tomando cuidado com os efeitos sobre a taxa de câmbio e as taxas de juros".

Sobre o uso dos recursos do FEES, o ministro da Fazenda assinalou: "Vamos usar parte do fundo, mas será uma parte de diferentes mecanismos de financiamento".

"É preciso lembrar que este é um fundo de estabilização, não de reconstrução", ressaltou.

Ele lembrou que no ano passado este fundo teve, em seu nível mais alto, cerca de US$ 22 bilhões de dólares e que no fechamento de 2009 terminou com pouco mais de 11 bilhões.

Afirmou que no ano passado se utilizaram US$ 8 bilhões, dos quais US$ 7 bilhões foram vendidos no mercado cambial local e US$ 1 bilhão para capitalizar a estadual corporação do Cobre (Codelco).

"Este ano, em uma economia que se está recuperando, vamos ter que usar uma política fiscal mais expansiva do que havíamos pensando no programa original", afirmou Larraín e ressaltou que isto será feito levando em conta os equilíbrios macroeconômicos e cuidando os efeitos sobre a taxa de câmbio e as taxas de juros. EFE mc/pb

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