Chile prepara cúpula da Unasul para debater crise boliviana

Santiago do Chile, 14 set (EFE) - O Governo chileno prepara hoje a reunião de emergência da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) em Santiago, à qual assistirão amanhã quase todos os presidentes da região para analisar a crise na Bolívia.

EFE |

A reunião, que terá como anfitriã a presidente chilena, Michelle Bachelet, acontecerá no Palácio da Moeda e seu começo está previsto para as 15h locais (16h de Brasília), confirmaram fontes do Governo.

Além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estava confirmada a presença de nove presidentes em Santiago: Cristina Fernández de Kirchner (Argentina), Evo Morales (Bolívia), Álvaro Uribe (Colômbia), Rafael Correa (Equador), Fernando Lugo (Paraguai), Tabaré Vázquez (Uruguai) e Hugo Chávez (Venezuela).

O presidente do Peru, Alan García, enviará em seu lugar o seu chanceler, José Antonio García Belaúnde, enquanto os outros dois países-membros do órgão regional, Guiana e Suriname, não se pronunciaram a respeito.

García apresentou uma viagem oficial ao Brasil que tinha programado na quinta e na sexta-feira para justificar sua ausência na cúpula.

A reunião contará também com a presença do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, confirmou ao jornal "El Mercurio" o chanceler chileno, Alejandro Foxley.

Insulza deve viajar na quarta-feira à Bolívia para impulsionar o diálogo entre as partes em conflito para que, segundo Foxley, "possam chegar a uma solução respeitando a institucionalidade e a constitucionalidade de um Governo legitimado pelo referendo convocado pelo presidente Evo Morales" há um mês.

Em Santiago, até o meio-dia de hoje, não havia nenhuma reação oficial sobre a carta enviada a Bachelet pelos governadores opositores a Evo Morales pedindo para participar da reunião da Unasul.

Os governadores regionais entendem que os presidentes sul-americanos devem escutar as duas partes do conflito, que deixou nas últimas semanas pelo menos 30 mortos, segundo cálculos oficiais, em confrontos na região de Pando (norte). EFE ns/rb/db

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