Chile pode vender fatia em empresas por despesas com terremoto

WASHINGTON (Reuters) - O Chile não pretende elevar o tamanho de sua primeira oferta internacional de títulos da dívida soberana pelo fato de ter sofrido um devastador terremoto em fevereiro, afirmou neste sábado o ministro chileno das Finanças, Felipe Larraín. O país anunciou na sexta-feira que iria vender 1,5 bilhão de dólares em títulos da dívida no mercado internacional, em sua primeira oferta em seus anos.

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"O cenário mais provável é que mantenhamos aquele número. Esse é o mais provável cenário, embora não haja ainda um compromisso," disse Larraín em uma entrevista.

O Chile enfrentará um déficit financeiro de aproximadamente 5,9 bilhões de dólares em 2010, afirmou o ministro.

Larrain comentou ainda que o motivo para não elevar o total da venda -- o que não seria um problema para uma economia que é amplamente considerada a mais bem administrada da América Latina -- é o impacto que isso teria na taxa de câmbio.

Para conter o déficit, o governo está recorrendo a uma combinação de dívida, seu fundo soberano e venda de ações minoritárias em empresas operando em setores que incluem água, saneamento e imobiliário, disse Larraín.

"Se nós oferecermos um grande título soberano, digamos, o dobro do que anunciamos, os efeitos na taxa de câmbio serão sentidos imensamente porque os mercados vão antecipar que, mais recursos externos, mais dólares, entrarão no mercado."

(Reportagem de Daniel Bases e Ana Nicolaci da Costa)

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