Santiago do Chile, 19 jun (EFE) - O ministro das Relações Exteriores chileno, Alejandro Foxley, anunciou hoje que o Chile decidiu propor e apoiar a candidatura da Bolívia à Secretaria-Geral da União de Nações Sul-americanas (Unasul), cuja sede permanente estará em Quito.

"Entramos em contato com diferentes países e tivemos uma boa aceitação e o apoio explícito de Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela, Paraguai e outras nações", informou Foxley em entrevista coletiva.

Em 23 de maio, a presidente chilena, Michelle Bachelet, assumiu por dois anos a Presidência pró-tempore da Unasul, integrada por Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Equador, Guiana, Peru, Paraguai, Suriname, Uruguai e Venezuela.

"Esperamos que esta idéia de que seja um boliviano que assuma a Secretaria-Geral da Unasul nos próximos dois anos tenha consenso na região", disse o chanceler, que acrescentou que o Chile está ativamente fazendo as consultas sobre esta matéria.

Ele afirmou que a iniciativa foi proposta há alguns dias ao ministro das Relações Exteriores boliviano, David Choquehuanca, e assegurou que "eles (bolivianos) estão de acordo com esta proposta", e que se tratará que a candidatura do país andino se materialize em um prazo "razoavelmente breve".

"É um país (Bolívia) com o qual temos muito boas relações, como demonstra a recente reunião de consultas que foram feitas em La Paz", respondeu o chefe da diplomacia chilena, ao ser questionado pelas razões do apoio à Bolívia.

"Queríamos também dar um sinal de que neste diálogo construtivo e positivo que mantemos com a Bolívia levamos a sério e que no século XXI queremos trabalhar juntos", ressaltou.

O chanceler também destacou que Bachelet dá "uma alta prioridade" à responsabilidade que o Chile assumiu na Presidência da Unasul.

Ele ressaltou que o objetivo nos dois anos em que este país estará a cargo da Presidência é dinamizar e fortalecer os grupos de trabalho da Unasul em integração energética, finanças, infra-estrutura, políticas sociais, educação e solução de controvérsias de investimento.

A estas instâncias, explicou Foxley, se somou o Conselho de Defesa Sul-americano, cuja primeira sessão, à qual assistirão representantes de Chancelaria e ministérios de Defesa, será realizada em Santiago do Chile nos dias 23 e 24 de junho.

"A idéia fundamental que o Chile vai propor é que este seja um fórum que permita o diálogo entre representantes do Ministério da Defesa e Chancelaria sobre temas de defesa, como a participação conjunta em operações de paz e medidas de fomento de confiança recíproca", destacou.

Foxley acrescentou que neste âmbito é necessário se voltar a novas temáticas e "dar um sinal de que as forças armadas de nossos respectivos países podem se unir para trabalhar pela paz e ajudar a controlar situações difíceis em matéria de segurança". EFE mw/db

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