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Chile expressa respeito por possível acordo militar entre Colômbia e EUA

Santiago do Chile, 5 ago (EFE).- A presidente do Chile, Michelle Bachelet, transmitiu hoje a seu colega colombiano, Álvaro Uribe, o respeito de seu país em relação ao acordo militar que a Colômbia negocia com os Estados Unidos.

EFE |

Esta posição foi comunicada à imprensa pelo ministro das Relações Exteriores chileno, Mariano Fernández, que esteve presente nesta quarta-feira à reunião particular entre Bachelet e Uribe, assim como o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez.

"Bachelet reiterou que o Chile respeita a soberania, o interesse nacional e as decisões políticas de cada país neste continente, e, neste caso, particularmente da Colômbia", declarou Fernández.

Após o encontro, Uribe deu uma breve declaração à imprensa na qual expressou sua "gratidão" a Bachelet, com quem disse ter travado um "diálogo importante".

Depois de visitar Bolívia e Peru nesta terça-feira, Uribe deixou Santiago rumo à Argentina, onde chegou hoje à tarde, e ao Paraguai, as paradas seguintes de sua viagem para se reunir com seus colegas sul-americanos, que termina nesta quinta-feira com passagens por Uruguai e Brasil.

Com estas visitas, o presidente colombiano pretende explicar aos governantes da região o acordo que seu Governo pretende assinar com Washington para permitir que tropas americanas utilizem sete bases militares na Colômbia para operações contra o narcotráfico.

Para o chefe de Estado venezuelano, Hugo Chávez, esse possível acordo é uma "ameaça" para a estabilidade regional. Outros países da área como Bolívia, Chile e inclusive o Brasil demonstraram inquietação em relação às negociações.

Por enquanto, os governantes do Peru, Chile e Paraguai já expressaram seu respeito pela soberania da Colômbia.

Ontem, o presidente boliviano, Evo Morales, demonstrou sua oposição à presença de tropas americanas na América do Sul.

"Permitir bases militares na América Latina é uma agressão aos Governos e democracias da América Latina. Vamos defender a soberania da América Latina", declarou.

Quanto à preocupação demonstrada pela própria Bachelet, o chanceler chileno explicou que a presidente já tinha expressado seu respeito às decisões soberanas e tinha proposto tratar destes temas "nas reuniões que correspondam", no caso de que algum país queira fazê-lo.

"A próxima é a da Unasul", destacou Fernández, em alusão à cúpula da União das Nações Sul-Americanas marcada para o próximo dia 10, em Quito.

Uribe já anunciou que não comparecerá ao evento, quando o Chile cederá a Presidência temporária da Unasul ao Equador, com o qual Colômbia não tem relações diplomáticas desde 2008.

Depois de se reunir ontem com o presidente da Colômbia, Morales anunciou que apresentará nessa reunião uma proposta de resolução para que bases militares estrangeiras não sejam aceitas na América Latina.

"Não se pode individualizar um caso sem examinar o conjunto, e nós somos partidários de respeitar todos estes acordos. Em todo caso, temos diferentes fóruns e tribunas para conversar de maneira civilizada", disse Fernández.

Para o chefe da diplomacia chilena, esses fóruns podem ser a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Grupo do Rio ou a própria Unasul, onde "as decisões são produzidas por consenso".

Em Lima, primeira parada de sua viagem, Uribe recebeu o apoio de seu colega peruano, Alan García, o qual disse que o governante colombiano "fez muito pela Colômbia e por todo o continente".

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, afirmou hoje poucas horas antes da chegada de Uribe que "cada país é soberano" para admitir ou não a presença de militares estrangeiros em seu território. EFE frf/bba

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