Chile: estudantes rejeitam diálogo e mantêm mobilizações

Confederação estudantil descartou reunião no Congresso e manteve greve nacional para a próxima quinta

AFP |

A Confederação de Estudantes do Chile (Confech) descartou sua participação em uma mesa de diálogo no Congresso para avançar em suas demandas de educação pública, gratuita e de qualidade, e manteve a convocação para uma greve nacional na próxima quinta-feira.

"Não nos serve aceitar uma mesa tripartite quando o executivo não mostrou um apoio diante das demandas que são mais fundamentais neste movimento", afirmou à imprensa a líder estudantil Camila Vallejo na saída de uma assembleia da organização em Concepción, 500 km ao sul de Santiago.

Além disso, a Confech reiterou seu chamado para a greve nacional na próxima quinta-feira, em uma nova marcha que deverá ser autorizada pelo governo nos próximos dias.

Nesta semana, os presidentes da Câmara de Deputados e do Senado convidaram os estudantes a uma mesa de diálogo com parlamentares e com o governo para destravar o conflito estudantil que há quase três meses paralisou o setor educacional, tanto universitário como de ensino médio.

Os estudantes universitários alegaram a falta de "pronunciamento" do governo diante de seus pedidos, o que, ao seu ver, não lhes dá "garantias" de que o diálogo proposto pelo Congresso seja viável.

Os estudantes chilenos pedem que o governo garanta o direito à educação pública, gratuita e de qualidade em nível constitucional, que a gestão das escolas passe dos municípios para o Estado e que seja proibido o lucro das universidades privadas, cujos alunos procedem em sua maioria de regiões vulnerávies, e precisam se endividar muitos anos para estudar.

Veja imagens de protestos na última semana :

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