O Chile, onde foi registrado um terremoto de 8,8 graus na escala Richter na madrugada deste sábado, fica no chamado círculo de fogo que margeia os países banhados pelo Pacífico. Esta é uma das áreas mais sísmicas do planeta, onde ocorrem 80% dos terremotos.

O país é formado por uma estreita faixa de terra limitada por picos de até 6 mil metros nos Andes e profundidades de 4 mil a 6 mil metros no mar.

Estatisticamente, a interação entre as placas tectônicas de Nazca e a América do Sul produz um terremoto de grandes proporções a cada 10 anos, uma média de dez pequenos tremores diários e 3,5 mil movimentos sísmicos anuais, segundo o Instituto de Geofísica da Universidad de Chile.

No século 19, ocorreram terremotos devastadores no Chile: em 1822 em Valparaíso; em fevereiro de 1835 em Concepción, com maremoto; em 1854 e 1859 em Caiapó; e em agosto de 1868 e maio de 1877, acompanhados de maremotos em Arica.

Saiba mais sobre os terremotos do Chile:

Em 1906, houve um terremoto em Valparaíso, seguido de maremoto; em 1920 em Chillán e em 1934 em Arauco.

Em 24 de janeiro de 1939, um terremoto deixou 30 mil mortos nas províncias de Talca e Bio-Bio, e em 29 de abril de 1949, outro tremor causou 33 mortos na região de Talca.

Entre os dias 21 e 26 de maio de 1960, uma série de terremotos de mais de 7 graus na escala Richter atingiram o sul do Chile, causando entre 5 mil e 6 mil mortos.

No dia 22 de maio de 1960 um forte sismo abalou Valdivia. Um terremoto de 9 graus na escala Richter, considerado o maior registrado no mundo e que gerou um tsunami de 10 metros de altura que chegou até ao Havaí, causou 61 mortos no Chile e mais 32 nas Filipinas.

Este terremoto liberou a maior quantidade de energia medida em um terremoto no mundo, com uma ruptura da falha de 1 mil quilômetros e deslocamento de 20 metros.

Isso mudou a geografia de 1 mil quilômetros quadrados de costa. As réplicas continuaram por mais um ano.

Em 29 de março de 1965, um terremoto no centro do país, com epicentro em Illapel e 9 graus na escala de Mercalli, causou 350 mortos.

Outros terremotos registrados no Chile com vítimas fatais: - Julho de 1971.- Vários tremores entre 4 e 7 graus na escala Richter causam 100 mortos nas províncias de Coquimbo, Valparaíso, Santiago e Aconcágua.

- 3 março 1985.- Um terremoto de dois minutos de duração e 7,5 graus Richter deixou 177 mortos no centro do Chile e em várias províncias argentinas.

- 30 julho 1995. - Três mortos e 2,5 mil desabrigados em Antofogasta, em um terremoto de 7,8 graus Richter que teve mais de 50 réplicas em uma área de mais de 800 quilômetros, de Santiago à Serena.

- 24 março 1997.- Dois mortos em um tremor de 5,3 graus na escala Richter na região de Santiago.

- 14 outubro 1997.- Oito mortos no centro e norte do Chile em um terremoto de 6,8 graus Richter e com uma duração inusitada de dois minutos.

- 24 julho 2001.- Dois fortes tremores, de 5,9 graus Richter e 7 graus na escala de Mercalli deixam um morto, vários feridos e fortes danos materiais em áreas rurais de Arica.

- 13 junho 2005.- Um terremoto de 7,9 graus Richter causa 12 mortos no norte, com epicentro a 100 quilômetros de Iquique. Nos dias seguintes ocorreram mais de 180 réplicas.

- 21 abril 2007.- Um terremoto de 6,2 graus Richter na região sulina de Aysén causa três mortos e sete desaparecidos, arrastados por ondas de até seis metros de altura no Puerto Aysén. Um dia depois, um tremor de 5,6 graus sacudiu Santiago e a região central.

- 14 novembro 2007.- Dois mortos e 140 feridos em um terremoto de 7,7 graus Richter em Tocopilla, norte do Chile.

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