Chile e México decidiram nesta segunda-feira retirar seus embaixadores de Honduras, acompanhando as medidas de pressão anunciadas pelos países da América Central, Alba e do Grupo do Rio diante do golpe militar contra o presidente Manuel Zelaya.

"Chile está chamando seu embaixador em Honduras", informou o chanceler chileno, Mariano Fernández, durante a reunião realizada em Manágua para exigir a volta de Zelaya ao poder.

Minutos após o anúncio do Chile, o presidente do México, Felipe Calderón, informou a saída do embaixador em Tegucigalpa.

Chile e México aderiram às sanções diplomáticas adotadas durante a reunião extraordinária na Nicarágua, com a participação de cerca de 30 presidentes e representantes de governos do continente.

O encontro foi promovido pelo Grupo do Rio, a Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) e o Sistema de Integração Centro-Americano (Sica).

O presidente hondurenho foi deposto pelos militares no domingo passado, após ignorar a decisão do Congresso e da Justiça contra um plebiscito sobre a reforma da Constituição.

Zelaya foi levado para a Costa Rica e a presidência passou a Roberto Micheletti, titular do Congresso, encarregado de concluir o mandato presidencial, até janeiro de 2010.

bm/LR

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