Santiago do Chile, 3 fev (EFE).- O Chile buscará novos caminhos para conseguir a extraditação de Mauricio Hernández Norambuena, após o anúncio das autoridades brasileiras de que o ex-líder da Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR) cumprirá integralmente a pena à qual foi condenado pelo sequestro no Brasil do publicitário Washington Olivetto.

O ministro interino de Justiça do Chile, Jorge Frei, explicou hoje que o Brasil autorizou a extradição de Norambuena com a condição de que, antes, ele cumpra no país a condenação pelo sequestro de Olivetto, informa o jornal "La Segunda".

O Chile invocou o tratado bilateral sobre transferência de presos para que Norambuena cumprisse as duas prisões perpétuas que tem pendentes em seu país de origem pelo assassinato do senador Jaime Guzmán e pelo sequestro de Cristián Edwards, ambos em 1991.

O Ministério das Relações Exteriores do Chile, que é responsável pelos contatos entre ambos os países, não quis fazer declarações à Efe, limitando-se a fazer referências aos comentários de Jorge Frei, segundo os quais o Ministério da Justiça chileno pediu a extradição do condenado em 31 de dezembro, e que o Ministério da Justiça do Brasil comunicou sua decisão em 15 de janeiro.

No último dia 27, o Governo chileno, por meio da Chancelaria, pediu esclarecimentos para determinar se a recusa tem fundamentos estritamente jurídicos ou se existe uma via para intensificar as gestões políticas.

"Entendemos que restam instâncias políticas e diplomáticas", declarou Jorge Frei, que acrescentou que o Executivo está seguindo "todos os procedimentos que existem" e que sua intenção é que Norambuena cumpra no Chile as penas impostas nos dois países. EFE mc/sc

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