Chile confirma o primeiro caso de gripe suína em aves

O contágio de perus pela gripe suína em duas granjas da costa central do Chile é o primeiro do tipo registrado no mundo, confirmou nesta sexta-feira o diretor do Serviço Agropecuário (SAG), Oscar Concha.

AFP |

O chefe da divisão de proteção pecuária do SAG, Claudio Ternicier, por sua vez, ressaltou que outros casos podem existir em outros países, embora ainda não se tenha conhecimento.

Mais cedo, a subscretária da Saúde peruana, Jeanette Vega, informou que os perus com gripe suína foram infectados por humanos e não há uma mutação do vírus, explicou

"O que acontece neste caso é que nós, os seres humanos, infectamos os perus. Os vírus identificados no perus são humanos; não há mutação", explicou Vega, acrescentando que as aves foram colocadas em quarentena, assim como as pessoas que tiveram contato com elas.

Ela, no entanto, descartou o risco de comer carne de peru e pegar a gripe.

"A possibilidade de que tenha vindo de aves silvetres também existe. Não é uma opção que se possa descartar", ressaltou Ternicier.

"Os primeiros exames do Instituto de Saúde Pública determinaram que se trataria do mesmo vírus humano que está nas aves. No entanto, isso será corroborado assm que tenhamos as análises de acompanhamento", explicou, por sua vez, o encarregado de Vetores e Zoonoses do ministério da Saúde, Carlos Pavletic.

"A doença tem um ciclo de incubação de 20 dias", acrescentou Concha, assinalando que os primeiros sintomas do problema (queda da produção de ovos) foram sentidos a partir de 23 de julho, e os primeiros testes para determinar o problema foram realizados em 13 de agosto.

O SAG informou na noite de quinta-feira ter detectado o contágio de gripe suína em duas granjas de perus do porto de Valparaíso e que a ocorrência foi comunicada à Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

As duas granjas emquestão pertencem à maior empresa criadoras de perus do Chile, a Sopraval, e as aves contaminadas são exemplares poedeiras que não estão destinadas ao consumo.

"Não há mortalidade nas aves, apenas aconteceu uma diminuição na colocação de ovos, o que já está se recuperando", acrescentou Concha.

"A carne que está no mercado não tem qualquer problema. Não foi exposta ao vírus", insistiu.

"Não qualquer prova de que esta doença é transmitida pela carne. O risco que existe é que efetivamente possa haver uma transmissão de perus para pessoas, principalmente entre os empregados que estão em contato com as aves vivas", ressaltou Ternicier, presente na mesma coletiva de imprensa.

O Chile possui controles severos na detecção de doenças em animais. No caso das aves, existe um programa de vigilância permanente.

O país é umdos maiores consumidores de perus da América Latina, com um consumo per cápita de 4,5 kg por ano, segundo dados da Sopraval.

Nos animais, a gripe suína só havia sido detectada até agora em porcos.

pa/cn

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