Santiago do Chile, 17 mai (EFE).- O Governo do Chile anunciou nesta segunda-feira o cumprimento do objetivo de construir 40 mil imóveis de emergência nas zonas mais afetadas pelo terremoto do último dia 27 de fevereiro, tarefa que teve a participação da ONG "Um Teto para o Chile".

Santiago do Chile, 17 mai (EFE).- O Governo do Chile anunciou nesta segunda-feira o cumprimento do objetivo de construir 40 mil imóveis de emergência nas zonas mais afetadas pelo terremoto do último dia 27 de fevereiro, tarefa que teve a participação da ONG "Um Teto para o Chile". O anúncio foi feito pelo ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, na localidade de Constitución, na região do Bío Bío, uma das mais afetadas pelo abalo e pelo tsunami que o seguiu. Hinzpeter destacou que as cabanas de madeira construídas são soluções provisórias para enfrentar o frio e as chuvas do inverno, que começa em breve. "Não é indigno viver em uma barraca, o que seria indigno seria o Governo dizer que são soluções definitivas, mas não. Estas são soluções de emergência, para passar o inverno", explicou. A construção de 40 mil casas de emergência é uma das metas que o Executivo chileno estabeleceu dias depois da catástrofe, e se comprometeu a cumpri-la antes de 11 de junho. A tarefa foi empreendida, de forma conjunta, pelo Governo, pelas Forças Armadas e pela ONG chilena "Um Teto para o Chile", com fundos destinados pelo Executivo. "No dia de hoje já temos construídas 20 mil imóveis de emergência, como parte do programa 'Chile Ajuda o Chile', o que me deixa muito orgulhoso", afirmou o fundador e capelão da ONG, Felipe Berríos. O religioso afirmou que, 60 dias depois de receber os 15 mil milhões de pesos (aproximadamente US$ 28,5 milhões) por parte do Governo, foi cumprida a meta que tinha sido colocada para a instituição. No próximo domingo, se somarão outras 20.327 casas de emergência. Em 27 de fevereiro, um terremoto de magnitude 8,8 na escala Richter e um maremoto afetaram a zona centro-sul do Chile, causando 521 mortes e perdas de US$ 30 bilhões, deixando 800 mil desabrigados. EFE gs/fm

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