Chile afasta detetives ligados a rede de prostituição infantil

Santiago do Chile, 11 jun (EFE).- A Polícia de Investigações do Chile (PDI) comunicou nesta quinta-feira que afastou de suas funções cinco dos seis detetives cujos nomes apareceram envolvidos em uma rede de prostituição infantil que operava em Valparaíso.

EFE |

Segundo uma reportagem investigativa de uma emissora de TV local, vários detetives da PDI eram clientes de dois locais administrados por um aliciador conhecido como Charly, onde mantiveram relações sexuais com menores.

Um comunicado informou que "os chefes da 5ª Região Policial de Valparaíso, no litoral central, e da 11ª Região Policial de Aysén, no sul do Chile, afastaram os envolvidos no caso denunciado".

Além disso, a Assembleia Nacional de Direitos Humanos denunciou hoje que marines dos Estados Unidos estupraram meninas durante os exercícios Unitas, que ocorreram no país em 2007.

Deputados da Comissão de Direitos Humanos da Câmara acusaram o subsecretário de Investigações, Ricardo Navarrete, de ter escondido informações sobre o caso quando, há dois meses, foi citado para depor nesse órgão.

O advogado Hugo Gutiérrez, da Assembleia Nacional de Direitos Humanos, disse que o caso envolvendo os marines foi encoberto pela Inteligência chilena, antes de deixar uma carta de denúncia para a presidente Michelle Bachelet na Moeda.

Em uma primeira reação oficial, o chanceler chileno, Mariano Fernández, disse desconhecer os fatos e assegurou que qualquer informação será entregue imediatamente aos tribunais. EFE mc/mh

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