Chevron diz que Governo equatoriano interfere em processo judicial

Quito, 27 set (EFE).- A companhia petrolífera americana Chevron acusou de interferência judicial o Governo do Equador no litígio mantido entre a companhia petrolífera e setores ambientais da Amazônia equatoriana.

EFE |

Em comunicado enviado à Agência Efe, a Chevron rejeitou e qualificou de "longe da verdade" as declarações que o procurador-geral do Equador, Diego García Carrión, fez nos Estados Unidos na última quarta-feira, nas quais explicou que a Promotoria do país começou uma investigação penal na disputa.

Os litigantes de várias comunidades indígenas acusam a Texaco, agora Chevron, de danos ambientais cometidos pela companhia petrolífera neste processo que está aberto há mais de seis anos.

A Chevron assegurou hoje que "a reabertura da causa pelo promotor aconteceu em resposta à ordem expressa do Presidente da República, Rafael Correa".

A companhia petrolífera argumenta que a reabertura da causa omite que dois promotores Gerais do Equador, anteriormente, tinham concluído que "não há indício algum de responsabilidade penal", após o acordo que foi feito há 10 anos que exonerou a Chevron de toda responsabilidade ambiental.

De acordo com a companhia petrolífera "foi indubitável a tentativa de intimidar a companhia, evadir as obrigações contratuais do Estado equatoriano e minar ainda mais a validade do processo judicial no Equador".

García Carrión tinha explicado que a investigação da Promotoria "não só inclui os trabalhadores da Texaco (Chevron), mas também funcionários do Governo equatoriano", como o ex-ministro da Energia e Minas, Patrício Rivadeneira, e o ex-diretor da Petroecuador, Ramiro Gordillo. EFE ei/ma

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG