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Chernobyl: O dispositivo de vigilância permanente da AIEA

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) dispõe desde a catástrofe de Chernobyl de um dispositivo de vigilância permanente destinado a dar um alerta internacional e, eventualmente, coordenar os socorros em caso de acidente nuclear.

AFP |

Este "sistema de resposta urgente", instaurado em 1989, conta com uma célula que realiza uma vigilância de 24 horas diárias na sede da AIEA em Viena.

Esta unidade, que pode mobilizar cerca de 30 especialistas, possui equipes de comunicação, assim como bases de dados informatizados, afirma a AIEA em seu site da internet.

Seu papel consiste em "reunir e transmitir às autoridades governamentais as informações, incluindo os dados radiológicos, e ajudar, caso seja solicitado, a coordenar a ajuda", informa esta agência.

Esta missão foi colocada a cargo da AIEA por duas convenções que foram adotadas exatamente cinco meses depois da catástrofe de Chernobyl, ocorrida no dia 26 de abril de 1986, fruto da falta de informações internacionais precisas.

Os planos de intervenção depois de um acidente nuclear permanecem submetidos aos Estados.

A "Convenção sobre o alerta rápido de um acidente nuclear", assinada por 166 países, pede aos Estados que "notifiquem imediatamente" a AIEA "o acidente nuclear, sua natureza, o momento em que ocorreu e sua localização exata".

A "Convenção sobre a assistência em caso de acidente nuclear ou de situação de emergência radiológica", assinada por 168 países, pede aos Estados signatários que "informem à AIEA os especialistas e os materiais que poderiam ser postos à disposição para fornecer assistência" aos países atingidos.

A AIEA "desempenha um papel central para semelhante cooperação, transmitindo informações, apoiando os esforços realizados e pondo seus serviços à disposição", ressalta esta agência.

A AIEA pode também mobilizar seus especialistas na região onde ocorrer um acidente nuclear "para ajudar as autoridades nacionais e avaliar as eventuais necessidades de ajuda" internacional.

O termo "acidente nuclear" não foi definido precisamente nas duas convenções de 1986, de acordo com um especialista da agência.

Os incidentes ou acidentes nucleares são catalogados em sete níveis de gravidade por uma escala internacional de acontecimentos nucleares (INES) adotada em 1991. O acidente de Chernobyl, a maior catástrofe nuclear civil, chegou ao nível 7.

Por outro lado, a AIEA patrocina um "Plano comum de gestão de emergências nucleares" destinado a coordenar, caso seja necessário, os esforços de uma dezena de organizações internacionais, entre as quais estão a Organização Mundial da Saúde, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico e a Comissão Européia.

phs/dm/sd

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