WASHINGTON (Reuters) - O ex vice-presidente norte-americano Dick Cheney disse que pode se recusar a falar com um promotor que analisa suspeitas de abuso de prisioneiros da CIA, uma investigação que ele classificou como política e ruim para a segurança nacional. Cheney foi um dos críticos mais contundentes da decisão do secretário de Justiça Eric Holder na semana passada de nomear um novo promotor especial para analisar a fundo os interrogatórios brutais de suspeitos de terrorismo capturados durante o governo do ex-presidente George W. Bush.

Indagado se conversaria com o promotor John Durham se fosse procurado, Cheney disse no programa de TV "Fox News Sunday": "Vai depender das circunstâncias e do que acredito serem de fato suas investigações. Fui muito direto em minhas declarações sobre esse assunto."

Os casos sob investigação incluem a simulação de uma execução, o uso de uma furadeira para amedrontar um prisioneiro e a técnica de simulação de afogamento conhecida como waterboarding em Khalid Sheikh Mohammed, acusado de ser o mentor do 11 de setembro, em 183 ocasiões.

"Tenho muito orgulho do que fizemos no que diz respeito a defender a nação com sucesso nos últimos oito anos", disse Cheney em entrevista. "E não é necessário um promotor para descobrir o que eu penso. Eu já expressei minhas opiniões."

Cheney disse não saber que métodos foram utilizado à época em casos específicos, mas defendeu os interrogadores, dizendo que "as técnicas intensivas de interrogatório foram absolutamente essenciais para salvar milhares de vidas americanas."

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