Cheney escondeu do Congresso programa de antiterrorismo, diz Senadora

WASHINGTON (Reuters) - A CIA negou informação ao Congresso sobre um programa secreto de antiterrorismo comandado pelo ex-vice-presidente dos Estados Unidos Dick Cheney, afirmou uma senadora norte-americana neste domingo. A senadora democrata Dianne Feinstein disse à Fox News Sunday que o diretor da CIA, Leon Panetta, revelou o envolvimento de Cheney quando instruiu membros do Congresso há duas semanas. Segundo ela, Panetta contou a eles ter cancelado o programa.

Reuters |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, indicou Panetta para dirgir a agência no começo desde ano. O ainda programa secreto , que o jornal New York Times disse nunca ter se tornado operacional, começou após os ataques de 11 de setembro.

Notícias sobre o envolvimento de Cheney, inicialmente divulgadas pelo jornal Times na noite de sábado, incitaram uma onda de críticas por parte de democratas, que foram apoiadas por republicanos no Congresso.

Feinstein, presidente do Comitê de Inteligência do Senado, afirmou: "O diretor Panetta realmente nos informou há duas semanas --eu acredito que foi em 24 de junho--... e, como foi relatado, ele nos disse que foi informado de que o vice-presidente ordenou que o programa não fosse revelado ao Congress".

Feinstein e o democrata Patrick Leahy, presidente do Comitê Judiciário do Senado, insistiram que ninguém deve transgredir as leis.

Questionado sobre o envolvimento de Cheney, Leahy disse ao programa Face the Nation, da emissora CBS: "Eu gostaria de saber se é verdade ou não. Digo, ninguém neste país está acima da lei".

Feinstein salientou que o Congresso "deveria ter sido informado" sobre o problema secreto e que o vice-presidente não deveria estar acima da lei.

Cheney foi o principal defensor do uso de métodos de interrogatório controversos no governo Bush e se tornou principal crítico republicano das políticas de segurança nacional de Obama.

Desde a posse de Obama, em 20 de janeiro, Cheney se envolveu cada vez mais em uma disputa com o novo governo sobre o procedimentos de interrogação da CIA que arruinaram a reputação dos Estados Unidos ao redor do mundo.

Em um dos primeiros feitos como presidente, Obama exigiu um tratamento mais humano para os suspeitos de terrorismo.

Panetta prometeu não permitir práticas de interrogatório coercivas, prisões secretas ou a transferência de terroristas suspeitos para países que podem usar tortura.

O senador republicano Jeff Sessions disse acreditar que as alegações de Cheney serão investigadas.

"Eu não sei quais são os fatos. Mas eu acredito que o vice-presidente Cheney serviu ao país com o máximo de fidelidade que poderia. E ele tentou nos servir de modo efetivo. Eu espero que nada disso impactará sua carreia".

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