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Cheney e Berlusconi reforçam aliança e analisam situação na Geórgia

Roma, 9 set (EFE).- O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, e o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, ressaltaram hoje a forte aliança entre os dois países e analisaram a situação no Cáucaso após a incursão russa na região georgiana da Ossétia do Sul.

EFE |

A análise foi feita durante a reunião entre ambos em Roma, última etapa de uma viagem que levou Cheney a Geórgia, Azerbaijão e Ucrânia.

Ao término da reunião, Cheney e Berlusconi compareceram perante a imprensa para fazer uma declaração, porém não foram permitidas perguntas da imprensa.

Em seu discurso, Cheney destacou que as relações entre EUA e Itália "estão mais fortes do que nunca" e lembrou aos italianos que os americanos os "libertaram" durante a Segunda Guerra Mundial e os ajudaram economicamente com o Plano Marshall.

"As relações entre EUA e Itália não estiveram nunca tão fortes como agora. A aliança é um exemplo de primeira ordem sobre a colaboração baseada nos princípios e valores necessários para alcançar os objetivos", declarou Cheney.

O vice-presidente afirmou ainda que a Itália "é uma grande nação e um ótimo aliado" e que "leva a sério seu papel na liderança mundial".

Como mostra da aliança entre ambos os países, o vice-presidente americano citou "a luta conjunta contra o terrorismo" e ressaltou as distintas contribuições da Itália em conflitos como os de Afeganistão, Iraque e Líbano.

Cheney depois reiterou o que havia dito anteriormente sobre a ação da Rússia na Ossétia do Sul e pediu respeito à integridade territorial da região.

"A comunidade internacional está unida para deplorar as ações militares da Rússia e condenar as tentativas unilaterais e ilegítimas de alterar pelas armas os confines da Geórgia", comentou.

Também lembrou a reunião realizada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Bucareste em abril, quando os membros da aliança militar ressaltaram o direito tanto da Ucrânia como da Geórgia de aderir à organização.

Após assinalar as "violações das fronteiras da Geórgia", o americano acrescentou que "os confines ocidentais da Rússia não estiveram nunca mais seguros que agora. Essa segurança é o resultado dos sucessos em toda Europa para construir democracias prósperas".

"Essas nações fazem parte de uma associação transatlântica, uma comunidade de valores que está comprometida com a paz e que não ameaça ninguém", destacou.

Cheney falou também do Irã e mostrou a oposição de seu país e da Itália sobre o projeto atômico iraniano.

Após o discurso de Cheney, Berlusconi entrou em cena e começou afirmando que havia explicado ao vice-presidente dos Estados Unidos os esforços da Itália na recente crise da Geórgia.

"Falei ao vice-presidente Cheney sobre nossa atividade, o que fizemos, em alguns casos com sucesso, para evitar que o ocorrido na Ossétia do Sul e na Geórgia pudesse se tornar não em um incidente isolado, mas em um detonador, capaz de nos levar a anos atrás na história, ao tempo da Guerra Fria", disse Berlusconi.

O primeiro-ministro da Itália "agradeceu" em seu nome e do povo italiano pela libertação da Itália durante a Segunda Guerra Mundial.

"Da minha parte e do povo italiano está sempre presente a gratidão com o seu povo e as vítimas americanas que nos deram a dignidade, a liberdade e o bem-estar após a Segunda Guerra Mundial", destacou.

Após informar que Cheney tinha feito um convite, a pedido do presidente George W. Bush, para uma visita aos Estados Unidos, Berlusconi cumprimentou o americano e se despediu. EFE alg/rr

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