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Cheney critica política de segurança de Obama e defende tortura

O ex-vice-presidente americano Dick Cheney fez duras críticas nesta quinta-feira à nova administração, advertindo que as políticas de segurança do presidente Barack Obama colocarão em risco a vida dos americanos e defendendo o uso de técnicas de interrogatório mais agressivas.

AFP |

Minutos depois de um discurso em que Obama descreveu os métodos antiterror do governo de George W. Bush como baseados no medo, Cheney chamou a proibição da nova administração contra o uso de técnicas de interrogatório mais agressivas de "irresponsabilidade fantasiada de integridade".

Falando para o centro de estudos de orientação de direita American Enterprise Institute, o polêmico ex-vice-presidente argumentou que o uso de métodos mais duros de interrogatório - denunciados como tortura por Obama - ajudou a salvar vidas depois dos ataques de 11 de setembro de 2001.

"Todos os oficiais experientes que foram informados sobre esses assuntos confidenciais sabem de ataques específicos que estavam em fase de planejamento e foram impedidos pelos programas que executamos", declarou Cheney, uma das principais cabeças por trás da guerra do Iraque.

Além disso, afirmou que tomaria as mesmas decisões novamente "sem hesitar".

"Eu fui e continuo sendo um defensor convicto de nosso programa de interrogatório intensificado. Os interrogatórios eram usados em terroristas perigosos, e depois que todos os outros esforços haviam falhado", acrescentou o vice-presidente.

Cheney também rejeitou o argumento de Obama de que os interrogatórios abalaram os valores americanos e prejudicaram a imagem do país no mundo.

"Os críticos de nossas políticas tendem a dar sermões sobre como ser condizente com os valores americanos, mas nenhum valor moral prezado pelo povo americano obriga servidores públicos a sacrificar vidas inocentes para poupar um terrorista capturado de coisas desagradáveis".

Considerado um dos mais poderosos vice-presidentes da história dos Estados Unidos, Dick Cheney insistiu afirmando que alguns prisioneiros da chamada "guerra contra o terror" foram "tratados com muita leniência".

Por fim, lançou um alerta a Barack Obama, que nesta quinta-feira renovou sua promessa de fechar a prisão de Guantánamo até janeiro de 2010, afirmando que trazer alguns de seus prisioneiros para território americano representará "um grande perigo".

"Acho que o presidente vai refletir e descobrir que trazer os piores entre os piores terroristas para dentro dos Estados Unidos será causa de grande perigo e arrependimento nos próximos anos", estimou.

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