Cheney critica aperto de mãos de Obama e Chávez

Washington, 20 abr (EFE).- O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Dick Cheney criticou hoje o aperto de mãos do presidente Barack Obama e seu colega venezuelano, Hugo Chávez, durante a 5ª Cúpula das Américas, realizada em Trinidad e Tobago.

EFE |

Em entrevista à emissora de TV "Fox News", Cheney assinalou que o cumprimento entre os dois líderes "não foi útil", e pode levar os adversários dos EUA a pensar que estão encarando "um presidente fraco".

"Milhões de pessoas em toda a América do Sul estão observando como respondemos, e vão aproveitar a situação se perceberem que um presidente dos EUA está fazendo amizade com alguém como (o presidente da Nicarágua) Daniel Ortega ou Chávez. Acho que isso não é útil", indicou.

"Chávez e Ortega não acreditam e não apóiam os princípios e políticas fundamentais que a maioria de nós acata no continente", acrescentou.

O ex-vice-presidente americano também se referiu à atitude mostrada por Obama em sua recente viagem pela Europa e na visita ao México, onde, em sua opinião, "pareceu oferecer desculpas de maneira profusa".

Cheney, considerado um dos homens da "linha dura" do Governo George W. Bush, também se referiu à decisão da nova Administração americana de divulgar documentos da CIA (Agência de Inteligência dos EUA) sobre técnicas de interrogatório de supostos terroristas que foram consideradas como tortura.

Essa decisão foi "um pouco inquietante", segundo o ex-vice-presidente, que destacou que até agora o Governo Obama não liberou o conteúdo de outros documentos que mostram "o êxito desses esforços".

Assinalou que pediu formalmente que esses documentos sejam divulgados para que "o povo americano possa ver" o que se conseguiu e se aprendeu. EFE ojl/mh

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