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Cheney chega à Ucrânia para impulsionar entrada do país na Otan

Kiev, 4 set (EFE) - O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, chegou hoje à Ucrânia para apoiar o presidente deste país, Viktor Yushchenko, submetido a fortes pressões dentro e fora da nação.

EFE |

Cheney manterá hoje um encontro informal com Yushchenko, embora a visita propriamente dita ocorra nesta sexta-feira, segundo informou a Presidência ucraniana.

Um dos principais pontos da agenda serão as ambições ucranianas de adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que receberam um duro golpe na cúpula de abril em Bucareste.

Por isso, Cheney tentará insuflar otimismo a Yushchenko para que Kiev não perca a fé europeísta e mantenha a orientação ocidental de sua política externa.

Mais ainda, levando em conta a polêmica aberta sobre a península ucraniana da Criméia, habitada por uma maioria russa, e cuja soberania é reivindicada cada vez por mais amplos setores em Moscou.

Além disso, Criméia acolhe a Frota russa do Mar Negro, a qual Kiev quer despejar quando, em 2017, expirar o convênio bilateral assinado por ambos os países.

De qualquer forma, não será fácil, já que, segundo uma pesquisa publicada hoje, só 16,6% dos ucranianos apóiam a integração na Aliança Atlântica.

Enquanto isso, 43,3% dizem ser favoráveis a manter a neutralidade do país e 23,5% são partidários de ingressar na pós-soviética Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), liderada pela Rússia.

Em todo caso, o presidente ucraniano assegurou hoje que a única forma de garantir a segurança e a paz no Leste Europeu é através da entrada dos países da zona no Plano de Ação para a Adesão, considerado a ante-sala de ingresso na Otan.

Por outra vez, Yushchenko assinalou hoje que durante sua reunião com Cheney também será abordada "a situação na zona de conflito da Ossétia do Sul e da Abkházia, o conflito entre Geórgia e Rússia, e os passos que ambos os países poderiam dar para sua regra".

Cheney acusou a Rússia de "invadir" Geórgia e insistiu em que os Estados Unidos estão muito interessados na segurança da região do Cáucaso, tradicional zona de influência de Moscou.

O presidente ucraniano apoiou abertamente Tbilisi em seu conflito com Moscou desde o começo, o que lhe valeu poucas críticas por parte da oposição e do Kremlin.

O vice-presidente americano chega a Ucrânia quando este país vive uma nova crise na coalizão de Governo "laranja", imersa em lutas internas entre os partidários do presidente e da primeira-ministra, Yulia Timoshenko.

O bloco formado por Nossa Ucrânia, o partido de Yushchenko, e Autodefesa Nacional, abandonou hoje a coalizão, o que abre a porta à convocação de eleições parlamentares extraordinárias.

O Governo tem um prazo de 30 dias para formar uma nova coalizão, caso contrário os ucranianos terão que ir de novo às urnas.

Yushchenko acusou o Bloco de Yulia Timoshenko (BYT) de se aliar ao Partido Comunista e o pró-russo Partido das Regiões, para simplificar o procedimento que permite impugnar a figura do presidente e implantar "a ditadura do primeiro-ministro".

O presidente ucraniano também criticou Timoshenko e o Legislativo por serem incapazes de expressarem publicamente seu apoio à Geórgia em seu conflito com a Rússia pela Ossétia do Sul. EFE bk/db

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