Cheney apóia entrada da Geórgia na Otan e critica Rússia

O vice-presidente americano Dick Cheney manifestou nesta quinta-feira o apoio de seu país à adesão da Geórgia à Otan e criticou a Rússia, em uma rápida visita à antiga república soviética, abalada pelo recente conflito bélico com Moscou.

AFP |

"Os Estados Unidos estão plenamente comprometidos com o projeto georgiano de aderir à Otan e com sua admissão final na Aliança", disse Cheney após um encontro com o presidente georgiano Mikhail Saakashvili.

"Como declararam os membros da Otan na reunião de cúpula de Bucareste, a Geórgia estará em nossa Aliança", acrescentou, em referência à reunião de abril da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O vice de George W. Bush reiterou ainda o apoio de Washington à integridade territorial da Geórgia.

"Quando sua nação obteve a liberdade depois das Revolução Rosa, os Estados Unidos ajudaram esta corajosa democracia nascente", afirmou Cheney em referência ao movimento de 2003 que levou Saakashvili ao poder.

"E voltamos a fazê-lo agora, quando lutam por se opor a uma invasão de seu território soberano e a uma tentativa ilegítima e unilateral de mudar as fronteiras de seu país pela força, que tem sido condenada por todo o mundo livre", afirmou.

Cheney acusou a Rússia de ter invadido a Geórgia com a intenção de redesenhar as fronteiras.

"As ações da Rússia provocaram graves dúvidas sobre suas intenções, assim como sobre sua credibilidade como parceiro internacional, não apenas na Geórgia, mas em toda a região e na comunidade internacional", declarou Cheney.

Cheney é a principal autoridade americana a visitar a antiga república soviética desde o início do conflito russo-georgiano em 7 de agosto.

O vice dos Estados Unidos havia passado pelo Azerbaijão e também visitará a Ucrânia, na última etapa de sua viagem pelas antigas repúblicas soviéticas aliadas de Washington.

Washington lidera o apoio internacional à Geórgia desde o início do conflito com Moscou, que apóia as regiões georgianas da Ossétia do Sul e Abkházia e que reconheceu como independientes.

Depois destes países, Cheney encerrará a viagem à Europa com uma escala na Itália.

ksh-sjw/fp

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