'Chegou a hora' de agir contra o Irã, diz Israel

Ministro da Defesa se nega a descartar eventual ataque militar para deter programa nuclear

AFP |

O governo de Israel considera que "chegou a hora" de agir contra o Irã, afirmou neste domingo o ministro da Defesa, Ehud Barak, que em entrevista concedida nos Estados Unidos se negou a descartar um ataque militar para deter o programa nuclear da República Islâmica.

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Reuters
Ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, se negou a descartar ataque militar
Depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovou, na sexta-feira, uma resolução condenando as atividades nucleares do Irã, Barak assegurou em declarações à rede de TV americana CNN que a paciência de Israel estava se esgotando, razão pela qual foi questionado sobre as crescentes especulações sobre um ataque militar israelense.

"Não acho que este seja um assunto para discutir publicamente. Mas posso dizer que o relatório da AIEA faz muitos líderes do mundo refletirem, assim como a população, e o povo entende que chegou o momento", afirmou Barak.

A agência das Nações Unidas sobre energia atômica publicou no começo do mês um relatório no qual dizia haver informação "confiável" de que o Irã estava realizando "atividades relevantes para o desenvolvimento de um dispositivo nuclear explosivo".

Na sexta-feira passada, sua junta de governadores aprovou uma resolução de condenação pelas atividades nucleares iranianas, mas não chegou a denunciar o Irã na ONU, nem estabeleceu nenhum prazo para cumprir seus compromissos.As potências ocidentais acusam o Irã de querer desenvolver uma arma atômica.

Enquanto isso, o governo iraniano assegura que seu programa nuclear tem fins estritamente pacíficos.Estados Unidos, França e Grã-Bretanha usaram o relatório da AIEA para aumentar a pressão contra o Irã, que já foi submetido a quatro rodadas de sanções por parte do Conselho de Segurança e a restrições adicionais por parte de europeus e americanos.

Mas a China, que depende em grande parte das importações de petróleo iraniano, e a Rússia, que também tem estreitos laços comerciais com o Irã e constrói sua única usina de energia nuclear, foram mais cautelosas.

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