Chegam a 49 os casos confirmados de gripe suína no México

Raúl Cortés. México, 29 abr (EFE).- Subiram para 49 hoje os casos confirmados de gripe suína no México, sete deles de pessoas que já morreram, segundo o Ministério da Saúde mexicano.

EFE |

O país chega ao sexto dia de alerta sanitário pela epidemia que deixa a capital parcialmente vazia, fenômeno que começa a ser percebido em outras regiões do país.

O ministério da Saúde informou que, segundo os últimos resultados de laboratórios especializados, "foram detectados 23 exames positivos de gripe suína", que se somam aos 26 confirmados até ontem.

Funcionários do Ministério disseram à Agência Efe que os dados correspondem às mostras submetidas aos novos equipamentos de análise molecular, instalados ontem na Cidade do México e em Veracruz, no leste do país.

Estes aparelhos são usados em coordenação com pessoal da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Centro para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

Como o México não tem certidão para essa classe de laboratórios -sua instalação responde à atual emergência-, as últimas mostras foram enviadas ao Canadá para que um centro credenciado faça a confirmação definitiva.

Além dos relatórios do Governo Nacional, a Prefeitura da Cidade do México -principal foco da epidemia-, afirmou hoje que as suspeitas de contágio da gripe suína na capital mostram uma tendência à "estabilização".

Ontem houve somente uma morte na capital mexicana -ainda pendente de ser confirmada com estudos especializados- e 346 novos possíveis casos de contágio.

Nos 28 hospitais e 220 clínicas da cidade, 115 pessoas permanecem internadas.

Os dados mais recentes do Governo federal, divulgados ontem à noite, assinalam que em todo o país há 2.498 pessoas com Síndrome Respiratória Aguda Severa possivelmente associada à gripe suína, das quais 1.311 seguem hospitalizadas.

Os afetados pelo vírus A/H1N1 apresentam sintomas como um aumento repentino da temperatura corporal, tosse, catarro, intensas dores musculares e nas articulações, irritação nos olhos e dor de cabeça.

Segundo os especialistas do Governo, a transmissão da infecção é mais viável por contato do que pelo ar, pois os vírus podem permanecer sobre uma superfície por até 48 horas, razão pela qual se recomenda lavar constantemente as mãos e evitar cumprimentos com beijos ou apertos de mão, além de usar máscara.

Diante da emergência, além da suspensão das aulas em todas as escolas do país, afetando 33 milhões de estudantes, a Prefeitura da capital decidiu fechar por uma semana os restaurantes, que agora só podem oferecer comida por entregas em domicílio, medida que pode causar perdas de até US$ 107 milhões, segundo o setor.

O transporte público ainda funciona, mas as empresas começaram a cancelar algumas atividades de risco para evitar o contágio em escritórios e outros centros profissionais.

Uma enquete publicada hoje revela que a maioria das companhias suspendeu as reuniões internas, enquanto outras permitiram que seus empregados trabalhassem de casa e outras interromperam totalmente suas atividades.

As mulheres grávidas ou em etapa de lactação estão obrigadas a trabalhar somente à distância até ordem em contrário.

A rodada do Campeonato Mexicano de futebol deste fim de semana será jogada a portas fechadas, os tribunais de Justiça só oferecem serviços mínimos e o aeroporto mantém operações, mas com controle de saúde dos passageiros.

Fora da capital e do vizinho Estado do México, que compartilham parte de sua região metropolitana, sete dos 32 estados dizem estar livres do vírus, segundo o jornal "El Universal", apesar de o Governo admitir a existência de casos suspeitos em todo o território nacional.

Além disso, a Confederação de Criadores de Porcos Mexicanos (CPM) anunciou que a venda de produtos suínos no país caiu 80% desde sexta-feira, devido ao surto. EFE rac/jp

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