Chegam a 13 os mortos por provável surto de ebola na RDC

Nairóbi, 7 jan (EFE).- Treze pessoas, de um total de 42 pacientes, morreram de uma febre hemorrágica, que pode ser ebola, na província de Kasai Ocidental, na região central da República Democrática do Congo (RDC), confirmou hoje a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF).

EFE |

Apesar de mais de 20 amostras sanguíneas serem enviadas a diferentes laboratórios da capital congolesa, Kinshasa, e a outros da África do Sul e Gabão, por enquanto somente quatro delas deram positivo no teste de ebola, segundo a organização.

A MSF especifica, no entanto, que ainda se desconhecem os resultados dos exames realizados nos 13 mortos.

Uma equipe de 18 especialistas enviados pela MSF à área do surto tenta controlar a expansão do surto.

A febre do vírus ebola, que se manifesta com febre, vômitos e diarréias hemorrágicas, adquire seu nome do rio Ebola, no noroeste da RDC, onde foi identificado pela primeira vez, em 1976, quando 280 pessoas morreram na localidade de Yambuku.

A MSF concentra seus esforços em isolar e fornecer remédios e atendimento psicológico às pessoas infectadas em um centro da localidade de Kampungu, perto de Kaluamba, epicentro do surto na província de Kasai Ocidental.

Em segundo lugar, trata de seguir a evolução de cerca de 200 pessoas que mantiveram contato com doentes.

Ao mesmo tempo, desenvolve uma campanha educativa sobre o vírus entre a população e oferece assistência médica gratuita na área afetada pelo surto, a fim de superar as barreiras financeiras que impedem as famílias de manter cuidados sanitários.

O ebola é altamente contagioso e o vírus predominante na RDC, denominado Ebola Zaire, tem um índice de mortandade entre 60% e 90%.

Tanto parentes dos pacientes quanto o próprio pessoal sanitário são expostos a um possível contágio.

Em 2007, também na região de Kasai Ocidental, a febre ebola matou 187 pessoas. Outro surto grave de ebola na RDC foi o registrado em 1995 na localidade de Kikwit, onde morreram 245 de um total de 315 pessoas infectadas.

A reaparição do ebola na RDC é um problema a mais na crítica situação humanitária que sofre o país, onde os últimos confrontos entre os soldados dos rebeldes do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP) e as tropas governamentais obrigaram mais de 250 mil pessoas a deixarem suas casas no interior do país. EFE pa/jp

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