Chega a Madri primeiro grupo de presos libertados em Cuba

Libertação de 52 presos anunciada na semana passada pode ser a maior da década na ilha comunista

iG São Paulo |

O primeiro grupo de sete presos políticos cubanos libertados pelo regime castrista chegou na manhã desta terça-feira a Madri, na Espanha.

© AP
Cubanos libertados acenam após chegada a Madri, na Espanha

Os cubanos chegaram em dois voos separados que deixaram Havana na noite de segunda-feira. Os sete dissidentes e suas famílias somam cerca de 53 pessoas, segundo porta-voz do Ministério de Assuntos  Exteriores da Espanha.

Segundo o Ministério de Assuntos Exteriores espanhol, no primeiro voo viajaram Léster González, Omar Ruiz, Antonio Villarreal, Julio César Gálvez, José Luis García Paneque e Pablo Pacheco, junto a seus familiares.

Em outro avião, que pousou no aeroporto de Barajas cerca de uma hora depois, chegou Ricardo González Alfonso.

Os sete foram recebidos por Agustín Santos, diretor de gabinete do ministro de Assuntos Exteriores, Miguel Ángel Moratinos. Brasil e EUA saudaram a libertação .

Os sete presos libertados, os primeiros dentre 20 que devem ser encaminhados à Espanha , viajaram para Madri na companhia de seus familiares. Na última segunda-feira, o ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, afirmou que os dissidentes cubanos serão cidadãos livres e desfrutarão de plenos direitos. Eles contarão com "o apoio e a assistência" do governo espanhol para que possam encontrar uma casa.

Libertação de 52 dissidentes

Os 20 prisioneiros políticos fazem parte dos 52 opositores que o governo de Raúl Castro aceitou libertar em até quatro meses. Todos os 52 presos a ser libertados fazem parte do chamado "Grupo dos 75", formado por opositores condenados a até 28 anos de prisão na chamada "Primavera Negra", em 2003.

A libertação dos dissidentes anunciada na semana passada poderá ser a maior desta década na ilha comunista. Depois que o acordo foi anunciado, na semana passada, o dissidente Guillermo Fariñas, que estava à beira da morte, encerrou a greve de fome que mantinha havia 130 dias.

Segundo a Comissão de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, havia 167 prisioneiros de consciência em Cuba antes da libertação deste grupo. O governo cubano nega que haja prisioneiros políticos, descrevendo-os como criminosos financiados pelos Estados Unidos para desestabilizar o país.

Horas antes dos dissidentes partirem, o ex-presidente Fidel Castro, de 83 anos, apareceu na TV estatal pela primeira vez em 11 meses. Em uma entrevista de uma hora e meia, Fidel falou sobre assuntos internacionais como Coreia do Norte e Irã, e voltou a atacar os Estados Unidos.

* Com EFE, AP e BBC Brasil

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