Chega a 90 o número de mortos em desabamento de colégio no Haiti

Porto Príncipe, 9 nov (EFE) - As autoridades haitianas elevaram hoje para 90 o número de mortos no desabamento do colégio La Promesse College Evangelique, em Pétionville, leste da periferia de Porto Príncipe, enquanto a tensão tomou conta dos familiares das vítimas, que pedem que as buscas sejam intensificadas. O deputado Steven Benoit, de Pétionville, disse hoje à imprensa que os organismos de socorro recuperaram pelo menos 90 corpos, e destacou que há poucas possibilidades de encontrar sobreviventes três dias depois da queda do colégio. No entanto, assegurou que os organismos de socorro continuarão buscando possíveis sobreviventes. Ao menos 164 pessoas ficaram feridas no desabamento da escola.

EFE |

O fato ocorreu por volta de 10h (12h de Brasília) de sexta-feira, quando muitos alunos estavam nas salas de aula e outros no pátio, segundo a imprensa local, que informou que o centro possui cerca de 700 estudantes de maternal, ensino fundamental e médio.

As autoridades continuam tendo dificuldades para retirar as centenas de pessoas que foram ao local para constatar os danos, o que dificulta as tarefas de resgate.

Um grupo de pessoas desafiou hoje as autoridades e entrou nas ruínas do edifício para buscar seus filhos, o que causou uma grande tensão no lugar, cujos arredores estão lotados de gente de todas as idades que chegaram para observar a situação.

Parentes dos alunos do colégio exigiram às autoridades em meio a fortes gritos para acelerar a busca dos estudantes, mas as equipes de resgate asseguraram que é preciso tomar cuidado, pois a escola tinha sido construída em uma área muito instável, pelo que não se pode atuar de forma "desordenada".

O secretário de Estado de Segurança, Luc Euchère Joseph, foi hoje ao local do acidente para dirigir uma operação com apoio da Polícia local e a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).

As autoridades não puderam calcular a quantidade de pessoas que estavam no edifício na hora do desabamento, que foi aparentemente foi causado por um deslizamento do terreno, segundo a hipótese com a qual trabalham os técnicos que estão na área.

O proprietário e diretor da escola, o pastor Augustin Fortin, está detido desde sexta-feira. EFE gp/db

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