Chega a 90 número de casos confirmados da gripe em N.York

Nova York, 4 mai (EFE).- O número confirmado de pessoas que têm o vírus da gripe suína em Nova York já chega a 90, depois que hoje foi comprovada a existência de 17 novos casos no estado, o mais afetado pela doença nos Estados Unidos.

EFE |

O governador David Paterson confirmou hoje que um laboratório estatal validado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA comprovou a existência de 17 novos casos que até agora eram taxados apenas como suspeitos.

Levando em conta que o CDC validou os procedimentos desse laboratório para detectar o vírus da gripe, as autoridades de Nova York já não terão que voltar a mandar para esse organismo, com sede em Atlanta, Geórgia, as mostras recolhidas entre pessoas com suspeita da doença.

Desses 90 casos, 73 foram só na cidade de Nova York, segundo Paterson, que comentou que há outros seis possíveis infectados na mesma região.

Segundo ele, em geral, os sintomas são leves e a cada ano morrem cerca de duas mil pessoas no estado de Nova York por causas relacionadas à gripe sazonal.

As autoridades de saúde contabilizaram mais de mil casos com sintomas da gripe entre estudantes, professores e parentes relacionados à escola St. Francis.

Nesse centro educativo, o primeiro onde foram detectados contágios em Nova York, as portas foram reabertas esta segunda-feira após uma semana de aulas suspensas.

Segundo os dados do CDC - que não incluem a última atualização de Nova York -, há 286 casos confirmados de pessoas infectadas pelo vírus, em 36 dos 50 estados do país.

Para evitar sua propagação, e apesar do alarme social que causa, especialistas do curso de medicina da Universidade do Texas concordaram hoje que usar máscara é uma medida "razoável", que no caso de outras doenças foi útil.

"É precaução razoável, porque nos afasta um pouco mais do vírus", afirmam.

"Como não sabemos realmente o que vai funcionar nesse caso, o razoável é fazer o que já sabemos que funcionou no passado", comentou a pesquisadora da universidade Joan Nichols, que concordou que os doentes devem usar máscaras.

Os especialistas da universidade também consideram oportuno o alerta gerado entre a população e disseram acreditar que é conveniente investir "bilhões de dólares" no desenvolvimento de uma vacina.

Porém, ressaltaram que "depois de seis meses de demora em serem fabricadas, podem não servir mais para nada".

"Se esse vírus aparecer de novo no outono e o fizer de forma muito virulenta, será muito melhor que exista uma vacina", assegurou Clarence James Peters, especializado no estudo do vírus na Universidade do Texas. EFE mgl/rr

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