Buenos Aires, 5 jul (EFE).- O número de mortos na Argentina por causa da gripe suína chegou a 60, depois que as autoridades de saúde confirmaram cinco novas mortes no país, que registra a maior quantidade de falecimentos da América do Sul por causa da doença.

O Ministério de Saúde argentino informou também em comunicado que existem 2.485 doentes registrados no país, embora o ministro argentino de Saúde, Juan Manzur, tenha admitido na sexta-feira que o número de infectados poderia chegar a 100 mil.

Neste domingo se conheceu a primeira morte detectada na província argentina de Córdoba, que foi de uma mulher de 26 anos que estava internada no hospital Iturraspe, após ter dado à luz dias antes a uma menina, que "está bem, sem nenhuma complicação", disse o diretor do centro, Mario Vignolo.

Manzur reivindicou hoje a população "responsabilidade individual e social e mudança de alguns hábitos" para frear o avanço da gripe suína.

A Argentina se encontra cada vez mais paralisada pela expansão da gripe suína, com uma chuva de suspensões de todo tipo de atividades oficiais, culturais, educativas e esportivas e a decisão de alguns municípios de se manter "de portas fechadas" por causa da doença.

Manzur se reunirá nesta segunda-feira com os ministros de Saúde provinciais para analisar a situação em cada uma das regiões, avaliar "o diagnóstico de situação exato e ter um relatório técnico pormenorizado da curva epidemiológica" da doença.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE ms/ma

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