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Chega a 12 número de mortos em atentado na Ossétia do Norte

Moscou, 7 nov (EFE).- Chegou a 12 o número de mortos por um atentado terrorista cometido às 9h30 (horário de Brasília) de ontem, em Vladikavkaz, capital da Ossétia do Norte, incluída a própria terrorista suicida, informaram fontes das forças de segurança desta república russa, enquanto autoridades da região trocaram acusações.

EFE |

Cerca de 40 pessoas continuam hospitalizadas, algumas em estado grave.

O atentado foi cometido com uma explosão junto a um ponto de ônibus, em uma das ruas mais movimentadas da cidade.

Segundo Chermén Zanguíev, representante da Procuradoria da Ossétia do Norte, "é provável que a explosão tenha ocorrido na altura da cintura de uma pessoa, que subia ou se aproximava ao microônibus", acrescentando que a potência da bomba equivaleu a entre 300 e 500 gramas de TNT.

Um porta-voz das forças de segurança confirmou hoje que no lugar do fato se encontraram fragmentos do cinto da terrorista suicida, que levava elementos explosivos.

Acrescentou que ainda não se pôde estabelecer a identidade da terrorista nem se ela que fez explodir a bomba ou se ela foi detonada por controle remoto.

A investigação não descarta que o atentado tenha sido organizado na república russa vizinha da Inguchétia, embora esta versão não tenha sido oficialmente confirmada, segundo publica hoje o jornal "Kommersant".

A suspeita tem sua origem no conflito entre as duas repúblicas que, em 1992, causou a morte de mais de mil de pessoas e que provocou a fuga em massa de inguches do território da Ossétia do Norte.

O presidente da região separatista georgiana da Ossétia do Sul, Eduard Kokoiti, afirmou não descartar que "o atentado terrorista na capital da Ossétia do Norte seja obra dos serviços secretos georgianos".

"Faz tempo que a Geórgia tomou o caminho do terrorismo de Estado e essa versão não se deve descartar", acusou Kokoiti, anunciando dia de luto amanhã também na Ossétia do Sul.

Por sua vez, o chefe do Comitê de Investigação da Procuradoria Geral da Rússia, Aleksandr Bastrikin, afirmou que "não existem fundamentos" que façam pensar em uma implicação da Geórgia no atentado.

Além disso, assinalou que se ventilam dois possíveis motivos do atentado: "a desestabilização da situação em toda a região do Cáucaso ou a reativação do conflito entre Ossétia do Norte e Inguchétia".

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, declarou hoje que "este fato (o atentado) demonstra que continua existindo uma ameaça terrorista" e acrescentou que "baixar a guarda seria um despropósito".

Na véspera, Medvedev encomendara ao Serviço Federal de Segurança (FSB, antigo KGB) que investigasse os fatos em Vladikavkaz, ao mesmo tempo em que ordenava que se redobrassem as medidas de segurança em toda a região.

Aleksandr Bórtnikov, diretor do FSB, já havia advertido, em 14 de outubro, durante uma reunião do Comitê Antiterrorista Nacional, da ameaça de atentados terroristas no Cáucaso Norte.

"O Comitê Antiterrorista Nacional foi informado da ameaça de possíveis atos terroristas nas zonas adjacentes às (regiões separatistas georgianas de) Abkházia e Ossétia do Sul, assim como da intenção de grupos clandestinos de desestabilizar a situação no Cáucaso Norte", declarou então.

A Ossétia do Norte é uma república russa, vizinha da Chechênia, e da Ossétia do Sul, região separatista georgiana cuja independência foi reconhecida pela Rússia no final de agosto passado após o conflito bélico com a Geórgia. EFE egw/jp

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