Chefões da máfia siciliana condenados à prisão perpétua por massacre de 1969

Bernardo Provenzano e Toto Riina, os dois ex-chefes supremos da máfia siciliana, foram condenados nesta terça-feira à prisão perpétua por um massacre cometido há 40 anos, anunciou a agência Ansa.

AFP |

Um tribunal de Palermo condenou os dois homens por um massacre perpetrado em dezembro de 1969 nesta cidade siciliana, durante o qual seis mafiosos morreram.

O julgamento pôde acontecer graças aos depoimentos de vários ex-mafiosos, que permitiram a reabrertura do caso, destacou a agência.

Provenzano era acusado de ter participado diretamente do tiroteio, conhecido como "massacre de Viale Lazio" e que permitiu ao clã dos 'corleonesi', de Provenzano e Riina, eliminar vários concorrentes.

No dia 10 de dezembro de 1969, os mafiosos se disfarçaram de policiais e abriram fogo no escritório de uma firma imobiliária onde estavam reunidos seus rivais. Todos os membros do comando envolvidos no tiroteio morreram desde então, com exceção de Provenzano e Riina.

Os 'corleonesi' assumiram definitivamente o poder na Cosa Nostra no início dos anos 80, depois de uma guerra de clãs que deixou centenas de mortos em Palermo.

Toto Riina, 78 anos, dirigiu a Cosa Nostra até sua detenção, em janeiro de 1993, e foi condenado 15 vezes à prisão perpétua.

Seu sucessor, Bernardo Provenzano, 76 anos, foi detido em 2006 após passar mais de 40 anos foragido e já foi condenado 12 vezes à prisão perpétua.

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