O presidente colombiano, Alvaro Uribe, extraditou para os Estados Unidos 14 dos mais importantes chefes das facções paramilitares de extrema-direita, após o fracasso das negociações de paz.

Estes são alguns fatos que decorreram desde a desmobilização das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) à extradição de vários de seus chefes.

--2004--

- Setembro: o governo e as AUC entram em um acordo sobre negociações de paz nas quais os chefes das facções comprometem-se a desmobilizar-se, a confessar seus crimes e a indenizar os familiares das vítimas; o governo oferece a eles penas de prisão flexíveis.

--2005--

- 23 de Fevereiro: os paramilitares questionam a mesma lei de justiça e paz que lhes daria benefícios judiciais e pedem anistia total. Uribe se nega a atender.

- 25 de Maio: a Promotoria ordena a captura de Diego Murillo ('Don Berna'), pelo assassinato em abril de um deputado. Murillo chega a fugir, mas se entrega dois dias depois.

- 7 de Outubro: as AUC suspendem as entregas de armas devido à transferência de 'Don Berna' a uma prisão de segurança máxima e por acreditarem que ele seria extraditado aos Estados Unidos. No dia 10 de outubro o governo cede e transfere Murillo a uma prisão próxima a sua zona de domínio em Medellín.

- 25 de Outubro: Uribe muda a cúpula do serviço secreto (DAS) devido a denúncias de infiltração de informação por parte dos paramilitares.

--2006--

- 8 de Março: em Washington, o departamento de Estado assegura em seu informe anual sobre direitos humanos que os paramilitares continuam perpetuando crimes.

- 11 de Março: as autoridades encontram o computador do chefe paramilitar da costa norte Rodrigo Tovar (conhecido como 'Jorge 40), no qual há menção a vários congressistas, políticos e funcionários que estariam vinculados às Autodefesas.

- 17 de Abril: o Alto Comissário para a Paz, Luis Carlos Restrepo, anuncia que "as AUC acabaram" e que 30.150 combatentes entregaram suas armas e que, pelo menos 604 responderão por crimes de lesa-humanidade.

- 18 de Maio: a Corte Constitucional avalia a lei de benefícios judiciais aos paramilitares desmobilizados, mas com condições.

- 13 de Junho: o porta-voz das AUC, Ernestto Báez, diz que o processo de paz está "agônico" pelas condições da Corte.

- 16 de Agosto: Uribe ordena à polícia que detenha os principais chefes paramilitares em um antigo centro próximo a La Ceja (noroeste).

- 1 de Dezembro: Uribe transfere 59 chefes paramilitares desmobilizados a uma prisão de segurança máxima em Itagüí (noroeste), alegando um possível plano de fuga.

--2007--

- 2 de Fevereiro: a Suprema Corte convoca 60 pessoas, entre elas um ex-candidato presidencial, ex-congressistas, ex-funcionários e outros familiares da chanceler María Consuelo Araújo, no mesmo processo.

- 16 de Fevereiro: a Corte ordena a captura de seis congressistas, entre eles o irmão da chanceler, por ligação com grupo paramilitares. Cinco deles são detidos e o sexto estava fora do país.

- 19 de Fevereiro: a chanceler Araújo renuncia ao cargo, ainda que Uribe tenha insistido em mantê-la no ministério.

- 22 de Abril: o ex-senador Mario, Uribe, primo do presidente Alvaro Uribe, é capturado pela Promotoria Geral por vínculos com paramilitares. Mario havia tentado pedir asilo na Costa Rica que foi negado.

- 1 de Maio: a Suprema Corte de Justiça abre investigação sobre o senador Armando Benedetti, aliado do presidente colombiano, sobre os 63 congressistas investigados por ligação com os paramilitares e os 32 legisladores que estão detidos.

- 6 de Maio: organizações de direitos humanos denunciam um roubo de informação sobre vítimas de paramilitares que procuravam ser indenizadas.

sab/cl/sd

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.