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Chefe torturador do Khmer Vermelho pede castigo mais severo possível

Phnom Penh, 12 ago (EFE).- O ex-chefe torturador do Khmer Vermelho, Kaing Guek Eav, mais conhecido como Duch, pediu hoje ao povo cambojano para que imponha o castigo mais severo possível por todos os crimes que cometeu quando esteve no comando do centro de detenção de Tuol Sleng entre 1975 e 1979.

EFE |

Duch chegou a chorar diante do tribunal internacional que o julga por crimes contra a humanidade após ouvir o testemunho de uma mulher que perdeu o marido e quatro filhos nos campos de extermínio de Choeung Ek, nos arredores da capital cambojana, Phnom Penh.

Ontem, Duch confessou pela primeira vez que torturou pessoalmente alguns dos detentos do centro após uma acareação com um antigo guarda que afirmou ter provas disso.

No entanto, disse que o crime mais sério que cometeu durante aqueles anos foi doutrinar politicamente seus subordinados, aos quais convenceu de que os prisioneiros eram inimigos do regime.

Atualmente com 66 anos, Kaing Guek Eav já pediu perdão às famílias dos quase 15 mil cambojanos que morreram em Tuol Sleng, mas afirma que nunca pertenceu à cúpula do Khmer Vermelho e, até ontem, negava ter cometido atos de tortura com suas próprias mãos.

Duch é acusado de tortura, crimes de guerra e crimes contra a humanidade, além de ter ordenado a morte de milhares de detentos.

Caso seja considerado culpado, sua pena máxima pode ser a prisão perpétua.

Integrado por juízes cambojanos e estrangeiros, o tribunal internacional foi formado em 2006 para fazer justiça aos quase dois milhões de pessoas que morreram durante o terror do Khmer Vermelho e encerrar assim uma das páginas mais terríveis da história do Camboja.

Duch é o funcionário de mais baixa categoria que está sendo julgado. Ainda devem passar pelo tribunal Khieu Samphan, ex-chefe de Estado; Nuon Chea, ideólogo do Khmer Vermelho; Ieng Sary, ex-ministro de Assuntos Exteriores, e sua esposa, Ieng Thirit, ex-titular de Assuntos Sociais.

Pol Pot, o outrora primeiro-ministro da República Democrática de Kampuchea, faleceu na selva cambojana em 1998. EFE jcp/bba

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