Chefe torturador do Khmer Vermelho não sofre de transtornos mentais

Phnom Penh, 31 ago (EFE).- O chefe de torturas do Khmer Vermelho, Kaing Guek Eav, mais conhecido como Duch e que está sendo julgado por um tribunal para o genocídio no Camboja, não sofre de nenhum tipo de transtorno mental, disseram hoje aos juízes dois dos psiquiatras que o examinaram na prisão.

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Este foi o diagnóstico do psiquiatra cambojano Kar Sunbaunat e do francês Françoise Sironi-Guilbaud, que falaram a pedido da Promotoria, que acusa Duch de crimes de guerra contra a humanidade, assassinato premeditado e tortura.

"Não detectamos nenhum problema mental no acusado", disse Sironi-Guilbaud.

Duch confessou durante as audiências que ordenou a execução de pessoas que ele mesmo torturou e inclusive reconheceu que seus subordinados mataram dezenas de bebês achatando seus crânios contra as árvores dos chamados "campos de extermínio" de Choeung Ek, nos arredores de Phnom Penh.

No entanto, este ex-professor de matemática negou reiteradamente que tenha participado da tomada de decisões da cúpula do Khmer Vermelho, e sempre defendeu que cumpriu o melhor que pôde as ordens que recebia.

Duch é o oficial de menor categoria entre os cinco ex-membros do Khmer Vermelho que o tribunal pretende julgar por envolvimento no genocídio no Camboja, onde 1,7 milhão de pessoas morreram por causa da crise de fome, doenças e expurgos ordenados pelo regime que governou o país de 1975 até 1979. EFE jcp/an

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