Chefe torturador do Khmer Vermelho admite que subordinados mataram bebês

Phnom Penh, 8 jun (EFE).- Kaing Guek Eav, mais conhecido como Duch, chefe torturador sob o regime do Khmer Vermelho no Camboja, confessou hoje perante um tribunal que seus subordinados mataram dezenas de bebês achatando seus crânios contra as árvores dos chamados campos de extermínio.

EFE |

O chefe torturador do Khmer assumiu a total responsabilidade por esses massacres durante o julgamento por crimes de guerra e contra a humanidade auspiciado pela ONU, que acontece na capital cambojana.

"Duch" respondeu assim a uma pergunta do promotor sobre a política em relação aos filhos dos presos do centro de detenção de Tuol Sleng ou "S-21", que dirigiu desde o final de 1975 até a queda do Khmer Vermelho em 1979.

Em março passado, o ex-responsável por Tuol Sleng pediu perdão às famílias dos cerca de 14 mil cambojanos que perderam ali a vida.

No entanto, "Duch" mantém que nunca pertenceu à cúpula do Khmer Vermelho, apenas torturou pessoalmente dois prisioneiros e jamais executou nenhum preso com suas próprias mãos.

"Duch" é acusado de crimes de guerra e contra a humanidade, torturas, e por ter ordenado justiçar milhares de detidos.

Se for declarado culpado, pode ser condenado a uma sentença máxima de cadeia perpétua, pois o tribunal internacional não pode enviar-lhe ao corredor da morte.

O painel, integrado por juízes cambojanos e estrangeiros, foi estabelecido em 2006 para fazer justiça com os quase dois milhões de pessoas que morreram durante o terror do Khmer Vermelho (1975-1979) e fechar uma das páginas mais terríveis da história do Camboja. EFE jcp/ma

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