Chefe político do Hamas descarta trégua e culpa Israel

Teerã, 1 fev (EFE).- O chefe político do Hamas, Khaled Mashaal, descartou hoje uma trégua permanente enquanto seguir o assédio israelense a Gaza e as fronteiras ficarem fechadas, embora o cessar-fogo declarado unilateralmente por cada parte tenha sido quebrado por milícias palestinas, matando um soldado israelense.

EFE |

Junto com o ministro iraniano de Relações Exteriores, Manouchehr Mottaki, ele confirmou que negocia com o Egito um cessar-fogo, mas advertiu que a "resistência" continuará "enquanto se mantiver a situação atual", pela qual responsabiliza Israel, que respondeu com ataques a Gaza, matando um membro do Hamas e civis.

"Nossa terra agora está ocupada e temos direito a resistir.

Enquanto seguir assim, podemos aceitar um cessar-fogo, mas uma trégua permanente carece de significado", afirmou Mashaal, que hoje iniciou uma visita de vários dias a Teerã.

Seu discurso se alinha com a posição histórica do Hamas que não reconhece a existência do estado de Israel, ao qual se refere como "ocupação sionista" e que em diversas ocasiões reiterou sua intenção de "destruir".

Mashaal foi recebido hoje pelo líder supremo da Revolução iraniana, aiatolá Ali Khamenei, e tem encontro marcado com o presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad.

Ele entregou a Khamenei um relatório completo elaborado sobre a ofensiva israelense a Gaza, que matou 1.400 pessoas, das quais a maioria, segundo o Hamas, seriam civis.

Apesar de todas essas mortes, o líder supremo da revolução iraniana deu seus parabéns a ele e disse que "as 'potências imperialistas' sentem-se frágeis após a 'vitória' do Hamas".

Além disso, pediu "ao mundo" para atuar com seriedade na perseguição dos líderes israelenses que tenham cometido crimes de guerra e pediu aos palestinos que combatam as acusações de Israel com uma guerra informativa na imprensa.

O Hamas foi a principal fonte sobre as vítimas durante a ofensiva israelense em Gaza e Israel o acusa de usar os civis como "escudos humanos" para sensibilizar a comunidade internacional. EFE msh/jp

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