Chefe policial de Dubai acusa Mossad pelo assassinato de Mabhuh

Abu Dhabi, 18 fev (EFE).- O chefe da Polícia de Dubai, o general Dahi Jalfan Tamin, afirmou hoje que suas investigações revelam que o Mossad (serviço secreto israelense) é o responsável pelo assassinato do dirigente do Hamas Mahmoud al-Mabhuh.

EFE |

"É 99%, se não 100% seguro que o Mossad está por trás do assassinato", declarou o general Tamin ao jornal emirati em inglês "The National".

Pelo assassinato, cometido em 19 de janeiro em um hotel de Dubai, mas descoberto nove dias depois, são acusados 11 membros de um grupo integrado por três irlandeses, seis britânicos, um francês e um alemão.

As evidências da Polícia de Dubai mostram uma conexão entre os suspeitos e pessoas próximas a Israel, segundo o chefe policial.

Se ficar provado que o serviço secreto israelense é o responsável pelo assassinato, o general Tamin opinou que "Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro israelense, deverá ser o primeiro a fazer justiça com a pessoa que assinou a decisão de assassinar Mabhuh em Dubai" e pedir a detenção deste.

Negou-se, no entanto, a comentar se as autoridades emiratis abordaram a possível ordem de detenção de Netanyahu.

Por outra vez, o chefe policial, em outra entrevista publicada hoje pelo jornal emirati "Al Bayan", se mostrou ambíguo sobre a possível falsidade dos passaportes utilizados pelos 11 supostos assassinos.

"As autoridades francesas, alemãs, irlandesas e britânicas ficaram incomodadas quando foram contatadas sobre os passaportes usados pelos suspeitos para entrar em Dubai".

"As autoridades emiratis, junto com as demais envolvidas têm a obrigação de perseguir os acusados para que paguem pelo crime que cometeram, seja assassinato ou o uso de passaportes duvidosos, que não se sabe ainda se são verdadeiros ou falsos".

O chefe policial lembrou que os agentes de Migração do aeroporto não detectaram irregularidades nos documentos dos suspeitos quando entraram no país, mas nos últimos dias pelo menos o Reino Unido e a Irlanda confirmaram que os passaportes eram falsos.

O general Tamin esclareceu que analistas europeus ajudaram os agentes de Migração emiratis a detectar passaportes europeus falsos, incluindo documentos dos quatro países mencionados.

Em um boletim policial divulgado hoje, o chefe policial antecipou que "nos próximos dias apresentarão novas surpresas que não deixarão qualquer dúvida" sobre a identidade dos supostos assassinos do dirigente do Hamas.

Tamin, no entanto, evitou dar detalhes sobre as novas evidências.

EFE mys-nq-ag/dm

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