Chefe militar visita Kunduz para investigar bombardeio no Afeganistão

Cabul, 5 set (EFE).- O chefe das tropas internacionais no Afeganistão, Stanley McChrystal, foi hoje à província de Kunduz para investigar o bombardeio que nesta sexta-feira causou a morte de dezenas de insurgentes e um número de civis ainda não determinado, informou a agência afegã Pajhwok.

EFE |

O bombardeio, a cargo da aviação da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), aconteceu na madrugada da sexta-feira com o objetivo de destruir dois caminhões-pipa roubados pelos talibãs em Kunduz.

Segundo diversas testemunhas, no entanto, o bombardeio atingiu vários civis, porque os caminhões tinham ficado presos junto ao rio Kunduz e os insurgentes permitiram que a população local se aproximasse para retirar o combustível dos veículos.

Fontes oficiais afegãs afirmaram que o bombardeio matou entre 50 e 60 insurgentes, mas também reconheceram que entre os falecidos havia alguns civis.

O Ministério da Defesa da Alemanha, cujas tropas estão em Kunduz, informou sobre a morte de 56 insurgentes, mas, ao mesmo tempo, indicou que "provavelmente" não havia vítimas civis no bombardeio.

As denúncias no terreno, no entanto, obrigaram tanto a Isaf quanto o presidente afegão, Hamid Karzai, a anunciar a abertura de diferentes investigações para determinar o ocorrido.

Antes de sua chegada a Kunduz, McChrystal disse à "Pajhwok" que o propósito de sua visita à área era ter uma visão mais próxima do fato e obter informação precisa.

"Queremos comprovar o aspecto técnico do bombardeio da Isaf para determinar quem morreu e o número de baixas", disse o general, que na segunda-feira tinha apostado em uma mudança de estratégia para proteger com mais eficácia a população civil afegã. EFE lo-daa/an

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