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Chefe militar dos EUA se diz preocupado com gays assumidos no Exército

O chefe do Estado-Maior do Exército americano, o general George Casey, disse nesta terça-feira que tem sérias reservas quanto ao plano do governo dos EUA de permitir que militares do país declarem abertamente sua homossexualidade. Tenho sérias preocupações sobre o impacto de uma mudança de lei em uma força totalmente envolvida em duas guerras e que se vê dentro de confrontos há oito anos e meio, disse Casey a um comitê militar do Senado.

BBC Brasil |

"Não sabemos o impacto (que a mudança da lei pode causar) na rapidez de resposta e eficiência militar", disse.

Até 1993, era vetada a presença de gays nas Forças Armadas americanas, mas o governo de Bill Clinton introduziu a política batizada de Don't Ask, Don't Tell (Não Pergunte, Não Diga), que permitiu a presença de homossexuais desde que a opção sexual não fosse discutida abertamente.

Estudo
Em outubro passado, Obama anunciou que planeja derrubar a política, permitindo que gays assumam suas posições. A proposta conta com o apoio do atual secretário de Defesa, Robert Gates, que defende que nova prática seja introduzida devagar
Para isso, Gates encomendou um meticuloso estudo sobre como chegar a este resultado sem causar prejuízos militares.

Aubrey Sarvis, advogado de um grupo de militares que defende a mudança na lei, disse à agência de notícias Associated Press que é importante notar que Casey não se opõe a Gates sobre como implementar a medida.

"Continuarão a existir pequenas diferenças marginais, mas no fim, creio que os chefes vão concordar", disse ele.

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