Chefe militar dos EUA no Afeganistão dará número de tropas adicionais

Washington, 23 set (EFE).- O general Stanley McChrystal, chefe militar americano no Afeganistão, dirá nesta semana de quantas tropas adicionais precisa para a guerra no país, mas o Governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, terá seu tempo para decidir, informou hoje o Pentágono.

EFE |

O porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell, disse que o pedido que McChrystal fará esta semana não terá resposta até que o secretário de Defesa, Robert Gates, o presidente Obama e a equipe de segurança nacional tenham tempo de avaliá-lo.

Morrell sugeriu que, enquanto o pedido de McChrystal estiver sob a consideração de Gates, a pressão política recairá mais sobre o secretário de Defesa do que sobre o chefe militar.

Uma pesquisa do jornal "The Wall Street Journal" e da rede de televisão "NBC" revelou hoje que 51% dos americanos se opõem a um aumento do contingente militar no Afeganistão e mais de 30% deles são favoráveis a uma retirada imediata do país, invadido há oito anos.

Nesta semana, Obama e seus principais assessores em política externa estão ocupados com a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, e a cúpula do Grupo de Vinte (G20, que reúne os países desenvolvidos e os principais emergentes), em Pittsburgh (EUA).

Membros do Congresso americano, incluindo o líder da maioria democrata na Câmara de Representantes, Steny Hoyer, pediram para que McChrystal vá ao Legislativo para explicar sua avaliação da estratégia de Obama no Afeganistão.

Pouco depois de assumir a Presidência em janeiro passado, Obama ordenou o envio de mais 21 mil soldados ao Afeganistão, onde há agora 68 mil militares americanos e outros 20 mil dos aliados de Washington.

Alguns veículos de imprensa publicaram na semana passada que o general McChrystal deve pedir 40 mil soldados adicionais, cifra que levaria as forças americanas no Afeganistão a passar da casa dos 100 mil militares pela primeira vez.

Morrell disse que pode haver mudanças no contingente adicional solicitado caso a Casa Branca mude sua estratégia.

O jornal "The New York Times" publicou hoje que o Governo de Obama considera uma alternativa à estratégia que iniciou em março.

Entre as opções estaria uma ideia do vice-presidente americano, Joseph Biden, para a redução do contingente militar no Afeganistão e operações dirigidas contra a organização terrorista Al Qaeda. EFE jab/bba

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